terça-feira, 30 de abril de 2013

Hino de Vésperas


Ó Senhor Jesus Cristo,
Sois o homem primeiro
Da nova humanidade.

Sois luz que não se extingue,
Sol que não tem ocaso,
Fulgor da eternidade.

Sois Deus que Se fez homem,
Sois fonte de alegria,
Sois nossa liberdade.

O Senhor Jesus Cristo,
Imagem do Invisível,
Palavra criadora,

Sois vencedor da morte,
Sois o Ressuscitado,
Nossa luz redentora.

Sois a vida sem termo,
O caminho sem erro,
Páscoa libertadora.

Dom do Espírito Santo - O Temor a Deus



O Espírito dá-nos esse temor que não é sinónimo de medo mas de sentimento ante a santidade de Deus.

Salmo 23 (24) - Laudes


1 Do Senhor é a terra e o que nela existe, *
o mundo e quantos nele habitam.
 2 Ele a fundou sobre os mares *
e a consolidou sobre as águas.

 3 Quem poderá subir à montanha do Senhor? *
Quem habitará no seu santuário?
 4 O que tem as mãos inocentes e o coração puro, *
que não invocou o seu nome em vão, nem jurou falso.

 5 Este será abençoado pelo Senhor *
e recompensado por Deus, seu Salvador.
 6 Esta é a geração dos que O procuram, *
que procuram a face do Deus de Jacob.

 7 Levantai, ó portas, os vossos umbrais, *
alteai-vos, pórticos antigos, †
e entrará o Rei da glória.
 8 Quem é esse Rei da glória? *
O Senhor forte e poderoso, †
o Senhor poderoso nas batalhas.

 9 Levantai, ó portas, os vossos umbrais, *
alteai-vos, pórticos antigos, †
e entrará o Rei da glória.
10 Quem é esse Rei da glória? *
O Senhor dos Exércitos, †
é Ele o Rei da glória.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Onde Deus te levar ...

Dom da piedade




O Espírito dá-nos a sensibilidade necessária para sermos piedosos ou misericordiosos com todas as pessoas, especialmente pelas que sofrem.

Hino - Vésperas


Nuvem de fogo
Sobre os que marcham pela noite fora:
Vós nos mostrastes o caminho certo
Para chegar a Deus.
Vinde, Jesus,
Presença de Deus Pai!
Cantamos vosso Dia glorioso.

Esposo real,
Feito promessa nupcial na Cruz:
Vós nos trouxestes a alegria em flor,
Mudando a água em vinho.
Vinde, Jesus,
Novo esplendor da Terra!
Cantamos vosso Dia glorioso.

Filho de Deus,
Em quem o Santo Espírito repousa:
A nós viestes como chama ardente
Para abrasar o mundo.
Vinde, Jesus,
Habitação da glória!
Cantamos vosso Dia glorioso.

domingo, 28 de abril de 2013

Dom da Fortaleza



O Espírito dá-nos a fortaleza de que necessitamos para enfrentar as dificuldades que sentimos no seguimento fiel a Jesus Cristo.

sábado, 27 de abril de 2013

Eis que estou à tua porta e bato

Dom do Conselho



O Espírito dá-nos a capacidade para orientarmos os outros pelos caminhos da esperança, do optimismo e da coragem.

Salmo de Ação de Garças


Graças Te dou, Senhor, porque és bom,
porque é constante e eterno o teu amor para comigo.

Graças Te dou, Senhor, Deus de tudo, que intervéns em toda a minha vida,
porque é constante e eterno o teu amor para comigo.

Tu fazes grandes maravilhas: a potência do Universo, o mistério de todo o homem,
porque é constante e eterno o teu amor para com todos e também para comigo.

Tiraste-me da escravidão com o vigor do teu braço e o poder da tua mão, como "tira da aflição" aquele que é bom amigo,
porque é constante e eterno o teu amor para comigo.

 Quando já não tinha força, abriste-me o caminho,
"passei" e fui salvo por Ti, e desde a experiência do Antigo Egipto
senti, mais uma vez na minha vida,
que é constante e eterno o teu amor para comigo.

Levas-me ao deserto mas vens comigo,
tiras-me e guias-me ao teu estilo,
fazendo brotar aquilo que em mim,
Tu puseste escondido e que eu desconhecia,
tiraste do meu íntimo "poderes escondidos",
quebraste as minhas cadeias e vieste comigo
e eu sagazmente descobria
que é constante e eterno o teu amor para comigo.

Deste-me parte da tua herança,
a necessidade de encontro,
forte sensibilidade,
capacidade interior,
ânsias de lutar e às vezes sentir insatisfação...
Quando eu o experimento, recordo e vivo
que é constante e eterno o teu amor para comigo.

Senhor, Tu dás-me o pão,
o pão que necessito, o pão que me dá vida
e ainda que me canse ... VIVO!
[adaptação do Salmo 135]

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Dom da ciência



O Espírito dá-nos luz necessária para distinguirmos o bem do mal, isto é, qual o caminho que conduz à morte e o que conduz à vida.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dom do entendimento





O Espírito ajuda-nos a descobrir a vontade de Deus e a perceber que essa vontade é que sejamos felizes para sempre.

Sede de Deus - Sl 62

Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro. *
A minha alma tem sede de Vós.
Por Vós suspiro, *
como terra árida, sequiosa, sem água.

Quero contemplar-Vos no santuário, *
para ver o vosso poder e a vossa glória.
 4 A vossa graça vale mais que a vida: *
por isso os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.

 5 Assim Vos bendirei toda a minha vida *
e em vosso louvor levantarei as mãos.
 6 Serei saciado com saborosos manjares *
e com vozes de júbilo Vos louvarei.

 7 Quando no leito Vos recordo, *
passo a noite a pensar em Vós.
 8 Porque Vos tornastes o meu refúgio, *
exulto à sombra das vossas asas.

 9 Unido a Vós estou, Senhor, *
a vossa mão me serve de amparo.

Pensamento


A beleza de Deus...

terça-feira, 23 de abril de 2013

Dom da Sabedoria




O Espírito dá-nos o conhecimento de Deus. Sentimos e sabemos que Deus é Amor e fez de nós seus filhos adoptivos.

Páscoa - O Fogo


Leitura - Dos Actos dos Apóstolos (1, 1-6)



Quando chegou o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. de repente, veio do céu um barulho, como se de um vento forte, que ressoou por toda a casa onde se encontravam. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se espalhavam e desciam sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes inspirava.
Moravam em Jerusalém nessa altura judeus devotos vindos de todas as nações do mundo. Quando se ouviu aquele barulho, juntou-se muita gente e ficaram todos admirados, porque cada um deles os ouvia na língua do seu país. 

 Comentário

O Espírito Santo nesta narração não se vê em forma de pessoa, embora seja uma pessoa. Vêm-se símbolos que nos ajudam a entender quem é o Espírito. Ele é, fundamentalmente Deus em acção.
O Espírito Santo, que nos é dado pelo Pai e pelo Filho, continua a obra de Deus no mundo. É como um vento que nos empurra para as metas do bem, embora respeitando a nossa liberdade. É como um fogo que abrasa o nosso coração para poder amar como Jesus amou.
E nesse dia as pessoas vindas de nações diferentes fizeram unidade. Entenderam todos a mesma língua. O Espírito Santo cria fraternidade.

Oração

Senhor, enviai o vosso Espírito, que é como um fogo, e renovai os nossos corações e a face da terra.

sábado, 20 de abril de 2013

Páscoa - A Mãe


Leitura - Dos Actos dos Apóstolos (1, 12-14)

Então os apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo do Monte das Oliveiras, que fica acerca de um quilómetro de distância. Entraram na cidade e dirigiram-se ao primeiro andar da casa onde costumavam ficar. Eram eles: Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago (filho de Alfeu), Simão (do partido nacionalista) e Judas (filho de Tiago).
Todos tomavam parte nas reuniões d oração com regularidade e no mesmo espírito, juntamente com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

Comentário

Maria seguiu Jesus sempre de perto. Viu-o crescer nos anos ocultos de Nazaré, esteve em Cana, seguiu de perto a sua actividade pública, esteve de pé ao lado da cruz quando foi morto.
E Maria está agora ao lado dos seus discípulos. Com eles em oração, quando está prestes a nascer a Igreja. É que Maria será agora a Mãe da Igreja, velando para que se realize no mundo a obra de Jesus.
Nós contemplamos Maria como aquela que é o nosso modelo de vida e também nossa Auxiliadora, ajudando-nos a crescer cada dia na fidelidade ao Evangelho.

Oração

Senhor, que a exemplo de Maria, mãe de Jesus, vivamos numa atitude de disponibilidade à vossa vontade.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Pensamento




Louvado seja Deus pela beleza da criação....

Páscoa - O Céu


Leitura - Dos Actos dos Apóstolos (1, 6-11)

Uma vez quando os apóstolos estavam reunidos com Jesus, perguntaram-lhe:
- Senhor, será que vais restaurar o reino para o povo de Israel?
Jesus respondeu:
- Não vos pertence a vós saber a ocasião ou o dia que o Pai fixou com a sua autoridade. Porém, recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaraia, e até aos lugares mais distantes do mundo.
Depois de ter dito isto, foi elevado ao céu, à vista deles, e uma nuvem encobriu-o, de modo que já não o viram mais. Eles continuavam com os olhos fixos no céu, depois de Jesus se afastar. Nisto, apareceu junto deles dois homens vestidos de branco, que lhes disseram:
- Galileus! Por que estais aí parados a olhar o céu? Este mesmo Jesus que vistes afastar-se de vós para o céu, voltará da mesma maneira que agora o vistes subir.

Comentário

Jesus Ressuscitado desaparece da vista dos seus discípulos. E estes ficam muito tristes, a olhar saudosamente para o céu. Mas os mensageiros acordam-nos, porque é preciso levantar-se e ir continuar a obra de Jesus.
Seguiram para a cidade de Jerusalém, onde se reuniram à espera da vinda do Espírito. É que, antes de irem pelo mundo anunciar a Boa-Nova, necessitam da força do Espírito.
Nós, apesar de termos os olhos fixos no céu, que é a nossa pátria definitiva, estamos atentos ao que há para fazer neste mundo. Somos Cristãos activos, empenhados, comprometidos.

Oração

Senhor, que a esperança na cidade futura, o céu sirva de motivação para um maior empenho cristão.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Mãos estendidas


Viemos!
Deixámos barco e rede
Porque tínhamos sede
De ser em Ti, Senhor!

E ainda temos
E ainda queremos
Viver em Ti e para Ti!

Eis, nestas mãos estendidas
Os pequenos nadas
De nossas vidas:

Alegrias e tristezas
Forças e fraquezas

Silêncios e solidões
“Sins” e hesitações

Êxitos e fracassos
Repousos e cansaços

Sorrisos e maus - humores
Queixumes e dores

Erros e verdades
Dons e infidelidades

Lutas e ingratidões
Certezas e ilusões

Preces e segredos
Esperanças e medos

Intenções mal cumpridas
Distâncias mal vencidas…

Todos os pequenos nadam
Que são a nossa riqueza
Estão aqui:

Nestas mãos, estendidas
Para Ti!

Eu Te procuro, Senhor (Sl 42)


Como o veado corre em busca de água fresca,
Assim eu Te procuro ansiosamente, Senhor.
Andei por terras estrangeiras,
Esbanjei riquezas e dignidade
E senti-me desprezado e vil.

Comi o pão amargo da solidão,
Vesti os andrajos do pecado e da frustração,
Perdi a alegria e o gosto de viver.
Que saudades sinto, Senhor, da Tua companhia
E da felicidade que outrora experimentei!

Por isso, cansado e de mãos vazias,
Te procuro dia e noite,
Invocando a tua misericórdia.
Conduz-me, Senhor, novamente à tua casa,
Onde me sentarás à tua mesa,
Me abraçarás e farás uma festa.

Então, ficarei contigo para sempre,
Louvarei eternamente o teu amor e fidelidade
E celebrarei com meus irmãos
A tua Salvação.

sábado, 13 de abril de 2013

Pensamento da semana das vocações


Pai Nosso do Pentecostes


Vinde, ó Espírito,
Vinde, amor ardente,
Acendei na terra
Vossa luz fulgente.

Pai Nosso que estais no céu.
Vinde, Pai dos pobres.
Na dor e aflições
Vinde encher do gozo
Nossos corações.

Santificado seja o vosso nome.
Luz de santidade
Que no céu ardeis,
Abrasai as almas
Dos vossos fiéis.

Venha a nós o vosso reino.
Descanso na luta
E na paz encanto,
No calor sois brisa,
Conforto no pranto.

Seja feita a vossa vontade
Assim na terra como no céu.
Sem a vossa força
E favor clemente,
Nada há na pessoa
Que seja inocente.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Benfeitor supremo,
Em todo o momento,
Habitando em nós,
Sois o nosso alento.

Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos
A quem nos tem ofendido.
Lavai nossas manchas,
A aridez regai,
Sarai os enfermos
E a todos salvai.

Não nos deixeis cair em tentação.
Abrandai durezas
Para os caminhantes,
Animai os tristes,
Guiai os errantes.

Mas livrai-nos do mal.
Vossos sete dons
Concedei à alma
Do que em vós confia.
Virtude na vida,
Amparo na morte,
No céu alegria. Ámen

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O louvor das criaturas

Obras do Senhor, bendizei o Senhor, *
louvai-O e exaltai-O para sempre.
Céus, bendizei o Senhor, *
Anjos do Senhor, bendizei o Senhor.
Águas que estais sobre os céus, bendizei o Senhor, *
poderes do Senhor, bendizei o Senhor.
Sol e lua, bendizei o Senhor, *
estrelas do céu, bendizei o Senhor.
Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor, *
todos os ventos, bendizei o Senhor.
Fogo e calor, bendizei o Senhor, *
frio e geada, bendizei o Senhor.
Orvalhos e gelos, bendizei o Senhor, *
frios e aragens, bendizei o Senhor.
Gelos e neves, bendizei o Senhor, *
noites e dias, bendizei o Senhor.
Luz e trevas, bendizei o Senhor, *
relâmpagos e nuvens, bendizei o Senhor.
Bendiga a terra o Senhor, *
louve-O e exalte-O para sempre.
Montes e colinas, bendizei o Senhor, *
tudo o que germina na terra bendiga o Senhor.
Fontes, bendizei o Senhor, *
mares e rios, bendizei o Senhor.
Monstros e animais marinhos, bendizei o Senhor, *
aves do céu, bendizei o Senhor.
Animais e rebanhos, bendizei o Senhor, *
homens, bendizei o Senhor.
Bendiga Israel o Senhor, *
louve-O e exalte-O para sempre.
Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor, *
servos do Senhor, bendizei o Senhor.
Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor, *
santos e humildes de coração, bendizei o Senhor.
Ananias, Azarias, Misael, bendizei o Senhor, *
louvai-O e exaltai-O para sempre.
Bendigamos o Pai, o Filho e o Espírito Santo; *
louvemo-l’O e exaltemo-l’O para sempre.
Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus, *
a Vós o louvor e a glória para sempre.

Salmo 41 (42)

Como o veado anseia

Como o veado anseia p’las águas vivas
assim minha alma anseia por Vós, Senhor.

1. Como suspira o veado pelas correntes das águas,
assim minha alma suspira por Vós, Senhor.

2. Minha alma tem sede de Deus do Deus vivo:
Quando irei contemplar a face de Deus?

Pensamento


Mensagem do Santo Padre para o 50º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Tema: As vocações sinal da esperança fundada na fé
Amados irmãos e irmãs! 

No quinquagésimo Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado no IV Domingo de Páscoa, 21 de Abril de 2013, desejo convidar-vos a reflectir sobre o tema «As vocações sinal da esperança fundada na fé», que bem se integra no contexto do Ano da Fé e no cinquentenário da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II. Decorria o período da Assembleia conciliar quando o Servo de Deus Paulo VI instituiu este Dia de unânime invocação a Deus Pai para que continue a enviar operários para a sua Igreja (cf. Mt 9,38). «O problema do número suficiente de sacerdotes – sublinhava então o Sumo Pontífice– interpela todos os fiéis, não só porque disso depende o futuro da sociedade cristã, mas também porque este problema é o indicador concreto e inexorável da vitalidade de fé e amor de cada comunidade paroquial e diocesana, e o testemunho da saúde moral das famílias cristãs. Onde desabrocham numerosas as vocações para o estado eclesiástico e religioso, vive-se generosamente segundo o Evangelho» (Paulo VI, Radiomensagem, 11 de Abril de 1964). 

Nestas cinco décadas, as várias comunidades eclesiais dispersas pelo mundo inteiro têm-se espiritualmente unido todos os anos, no IV Domingo de Páscoa, para implorar de Deus o dom de santas vocações e propor de novo à reflexão de todos a urgência da resposta à chamada divina. Na realidade, este significativo encontro anual tem favorecido fortemente o empenho por se consolidar sempre mais, no centro da espiritualidade, da acção pastoral e da oração dos fiéis, a importância das vocações para o sacerdócio e a vida consagrada. 

A esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos. Onde está fundada a nossa esperança? Olhando a história do povo de Israel narrada no Antigo Testamento, vemos aparecer constantemente, mesmo nos momentos de maior dificuldade como o exílio, um elemento que os profetas de modo particular não cessam de recordar: a memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas; memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual – como sublinha o Apóstolo Paulo– «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência» (Rm 4,18). Então, uma verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o homem a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Gn 8,21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Dt 9,7); fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar anova e eterna aliança com o homem por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação. 

Em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor – verdadeira força motriz da história da salvação–que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida». O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à palavra dada. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando como salmista: «Só em Deus descansa a minha alma, d'Ele vem a minha esperança» (Sl62/61,6). Portanto ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas. A esperança «é, de facto, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a “plenitude da fé” (10,22) com a “imutável profissão da esperança” (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), “esperança” equivale a “fé”» (Enc. Spe salvi, 2). 


Amados irmãos e irmãs, em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar-nos com firme esperança? Consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo (cf.Rm 5,5).E é precisamente este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, que interpela a nossa existência, pedindo a cada qual uma resposta a propósito do que quer fazer da sua vida e quanto está disposto a apostar para a realizar plenamente. Por vezes o amor de Deus segue percursos surpreendentes, mas sempre alcança a quantos se deixam encontrar. Assim a esperança nutre-se desta certeza: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4,16). E este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros. Apraz-me repetir, de modo particular a vós jovens, estas palavras: «Que seria da vossa vida, sem este amor? Deus cuida do homem desde a criação até ao fim dos tempos, quando completar o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado, temos a certeza da nossa esperança» (Discurso aos jovens da diocese de São Marino-Montefeltro, 19 de Junho de 2011). 

Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas actividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-Lo. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!» (Mc10,21). Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida :família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentara esperança e onde a vida será livre e plena. 

As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher a chamada de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi, 34). 

A oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povoe que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar. 

Assim eles, com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-Lo mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe a chamada divina para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização. Na verdade, sempre terá necessidade de novos trabalhadores para a pregação do Evangelho, a celebração da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação. 

Por isso, oxalá não faltem sacerdotes zelosos que saibam estar ao lado dos jovens como «companheiros de viagem», para os ajudarem, no caminho por vezes tortuoso e obscuro da vida, a reconhecer Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6); para lhes proporem com coragem evangélica a beleza do serviço a Deus, à comunidade cristã, aos irmãos. Não faltem sacerdotes que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante, que confere um sentido de plenitude à própria existência, porque fundado sobre a fé n'Aquele que nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4,19). 

Do mesmo modo, desejo que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efémeras, saibam cultivar a atracção pelos valores, as metas altas, as opções radicais por um serviço aos outros seguindo os passos de Jesus. Amados jovens, não tenhais medo de O seguir e de percorrer os caminhos exigentes e corajosos da caridade e do compromisso generoso. Sereis felizes por servir, sereis testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar, sereis chamas vivas de um amor infinito e eterno, aprendereis a «dar a razão da vossa esperança» (1 Ped 3,15). 


Vaticano, 6 de Outubro 2012. 

PAPA BENTO XVI

Oração para a 50ª Semana das Vocações

Deus Pai, fonte da vida,
que pelo teu filho, Jesus Cristo,
nos deste o Espírito de confiança e de amor:
envia operários para a tua Igreja;
dá vitalidade de fé
a cada família, paróquia e diocese,
onde desabrochem numerosas vocações sacerdotais e religiosas
e os baptizados vivam generosamente o Evangelho,
ilumina com a santidade da tua palavra
os pastores e os consagrados;
anima os jovens nos seminários e nas casas de formação;
renova a esperança na Igreja e continua a chamar muitos
para que nunca faltem testemunhas autênticas,
transfiguradas no encontro contigo,
e anunciadoras da tua alegria à comunidade cristã e aos irmãos.

Ámen.

O Amor


quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Montanha


Páscoa - O Monte


Leitura - Do Evangelho segundo S. Mateus (28, 16-20)

Os onze discípulos partiram para a Galileia e foram para o monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando o viram, adoraram-no, mas alguns ainda duvidam.
Então Jesus aproximou-se deles e disse-lhes:
- Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide e fazei com que os povos se tornem meus discípulos. Baptizai as pessoas em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a obedecer a tudo quanto eu tenho mandado. E sabei que estarei sempre convosco até ao fim do mundo.

Comentário

Nos cimos dos montes, longe do barulho das cidades, acontecem coisas importantes. No monte Sinai, Deus dá a Lei a Moisés. No monte Tabor, Jesus transfigura-se. No cimo de um monte proclama as bem-aventuranças. Também no alto do monte, o ressuscitado despede-se dos seus e envia-nos a toda a terra para anunciarem a Boa-Nova, o Evangelho: Ide por todas as nações. Uma garantia: estarei sempre convosco.
Nós também somos enviados. Enviados para a família, para a escola, para os lugares onde passamos o tempo livre. Enviados a dar testemunho da nossa fé através do nosso estilo de viver. 

Oração

Senhor, que os cristãos sejam testemunhas da sua fé  e sintam neles a fortaleza do Espírito Santo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pensamento


A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes (Sal 33 (34))

Olhei e vi o mundo


Páscoa - A Rocha


Leitura - Do Evangelho segundo S. João (21, 15-17)

Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro:
- Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?
Pedro respondeu:
- Sim, Senhor, tu sabes que Te amo.
Jesus disse-lhe:
- Apascenta os meus cordeiros.
Perguntou-lhe Jesus pela segunda vez:
- Simão, filho de João, tu amas-Me?
Respondeu-lhe:
- Sim, Senhor, tu sabes que Te amo.
Jesus disse-lhe:
- Toma conta das minhas ovelhas.
Jesus perguntou-lhe terceira vez se o amava, e respondeu-lhe:
- Senhor, Tu sabes tudo. Bem sabes que te amo.
- Toma conta das minhas ovelhas.

Comentário

Pedro, quando viu o seu amigo Jesus a ser preso e torturado, teve medo de dizer que era do grupo dos seus amigos. Depois arrependeu-se de ter atraiçoado Jesus. Pedro era um homem de altos e baixos.
Agora Pedro fez o contrário: três vezes afirma que o ama com todo o coração. E Pedro é escolhido por Jesus para pedra fundamental da sua Igreja. Pedro quer dizer pedra, rocha.
Precisamos de alguém que, com a sua palavra, nos dê certezas, seguranças, pontos de referência, quando se trata de saber o que devemos acreditar e como nos devemos comportar. Essa rocha é o Papa, sucessor de Pedro.

Oração

Senhor, que no meio de tantas palavras que ouvimos saibamos distinguir a palavra do sucessor de Pedro.

terça-feira, 9 de abril de 2013

(a) braços


Hino - Hora Intermédia


Aplaudam mares e terra,
Exulte o céu nas alturas;
Cristo ressurge da morte
Dando a vida às criaturas.

Voltam os felizes tempos,
Da salvação nasce o dia;
Com o sangue do Cordeiro
Novo mundo principia.

Redimiu as nossas culpas
Quem sofreu na cruz a morte;
Cantando a morte vitória,
Venceu-a quem é mais forte.

Crentes na sua palavra,
Já vivemos a esperança
De com Ele ressurgirmos
Para a Bem-aventurança.

Aquele que nos alegra,
Renascidos pela graça,
Do seu eterno triunfo
Participantes nos faça.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Hino de Vésperas


Na sua dor os homens encontraram
Uma pura semente de alegria,
O segredo da vida e da esperança:
Ressuscitou o Senhor!

Os que choravam cessarão o pranto,
Brilhará novo Sol nos corações,
Pode o homem cantar o seu triunfo:
Ressuscitou o Senhor!

Os que nos duros campos trabalharam
Voltarão entre vozes de alegria,
Erguendo ao alto os frutos da colheita:
Ressuscitou o Senhor!

Já ninguém viverá sem luz da fé,
Já ninguém morrerá sem esperança;
O que crê em Jesus venceu a morte:
Ressuscitou o Senhor!

Louvemos a Deus Pai eternamente
E cantemos a glória de seu Filho
Com o Espírito Santo que nos ama:
Ressuscitou o Senhor!

Ai de mim se não evangelizar



"Quando se procura o Senhor não se tem necessidade mais nada". 
(Beata Maria do Divino Coração)

Páscoa - O Barco


Leitura - Do Evangelho segundo S. João (21, 1-6)

Mais tarde Jesus apareceu outra vez aos discípulos nas margens do rio Tiberíades, e manifestou-se desta maneira: Estavam juntos Simão, Tomé, a quem chamavam Gémeo, Nataneal, de Caná da Galileia, os dois filhos de Zebedeu e outros dois discípulos. Simão Pedro disse aos companheiros:
- Vou pescar.
Os outros responderam-lhe:
- Nós vamos contigo.
Saíram de casa e meteram-se num barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper do dia, Jesus apareceu nas margens doo lago, mas os discípulos não sabiam que era ele. Jesus falou-lhes assim:
-Amigos, apanharam alguma coisa?
Eles responderam:
- Nada.
Jesus disse-lhes então:
- Deitai a rede para o lado direito do barco, que hão-de encontrar.
Deitaram-na e depois tiveram dificuldade em a puxar, por causa da grande quantidade de peixes.

Comentário

A rede vinha cheia de grandes peixes: uma pesca milagrosa. Jesus já lhe tinha dito que faria dos seus amigos pescadores de homens. Faria deles anunciadores da sua Boa Nova, convidando as pessoas de todo o mundo a serem Igreja de Cristo.
Ainda há milhões e milhões de pessoas que não entraram nesse barco que é a Igreja. E talvez algumas porque os cristãos, com o seu testemunho de vida, deturpam o rosto do cristianismo.
Que tornemos a nossa maneira de viver mais envagélica, e as pessoas não cristas perceberão certamente que vale a pena ir ao barco de Jesus, a Igreja.

Oração

Senhor, que colaboremos na renovação da Igreja começando com a renovação das nossas vidas.