sábado, 30 de março de 2013

Páscoa




Uma Santa Páscoa para todos!!!

Sábado Santo


Tempo de meditação, de deserto, de silêncio na fé, na esperança do triunfo da Luz e da Vida que em breve surgirão.

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“O amor dá sempre a Vida; o egoísmo a morte.”
“Ao cair a tarde da vida seremos julgados sobre o amor e pelo amor.”

À Procura das mãos do Pai (Sl 84 / 83)



Como é bom descansar em Ti, Senhor!
Que grande felicidade encontrar-Te, no íntimo do meu ser!
O teu amor é mais belo que o pôr do sol no mar.
A ternura é mais agradável que a brisa matinal.
Nas tuas mãos de Pai encontrei descanso, Senhor meu Deus.

Anda o meu coração à tua procura e deseja estar contigo.
E não descansa enquanto não fores Tu o centro da minha vida.
O meu coração e todo o meu ser em Ti exultam de alegria.
A alegria do meu coração és Tu, Ó Deus da minha juventude.
Nas tuas mãos de Pai encontrei descanso, Senhor meu Deus.

Até o passarinho encontrou um lugar, e sente-se feliz,
Onde depor as suas penas e construir o seu ninho;
Até a andorinha deixou pendente, no beiral,
O seu lar de barro, onde guarda os seus filhinhos até poderem voar.
Sinto-me feliz, ó meu Deus, porque nas tuas mãos de Pai, 
como um frágil canarinho e como uma andorinha mensageira, 
encontrei um lugar para descansar tranquilo.
Nas tuas mãos de Pai encontrei descanso, Senhor meu Deus.

Sinto-me feliz como os que moram em tua casa.
Ditoso e feliz como os que Te louvam eternamente.
Sou feliz, porque Tu és a minha força.
Sou feliz, porque habitas no íntimo do meu coração.
Nas tuas mãos de Pai encontrei descanso, Senhor meu Deus.

Tu és para mim como um vale imenso salpicado de flores.
Tu és como uma enorme montanha, cheia de paz e de silêncio.
Tu és como a chuva temporã que faz florescer os nossos campos.
Tu és como a neve nas alturas e como o riacho escondido,
Que à sua passagem vai deixando sementes de vida cheias de fruto.
Nas tuas mãos de Pai encontrei descanso, Senhor meu Deus.

Na profundidade do meu coração, onde estabeleceste a tua tenda,
Acolhe-me em segredo e escuta a minha oração.
Falar-Te-ei ao ouvido, como um menino que busca a tua ternura,
E ficarei à espera do abraço do teu coração de Pai.
Nas tuas mãos de Pai encontrei descanso, Senhor meu Deus.

Vale mais um dia na tua casa, junto de Ti, que amas, 
do que mil longe de Ti, onde não Te posso encontrar nem sentir.
Estar contigo, no teu lar de bondade e de carinho,
É mais agradável do que andar à deriva em busca de quimeras.
Nas tuas mãos de Pai encontrei descanso, Senhor meu Deus.

Tu, Senhor, és a Tenda estabelecida entre os homens, para sempre.
És a casa de todos, sempre aberta para quem Te procura e chama.
És como um oásis no deserto, ao cair da tarde.
És como um lago de paz e de serenidade para quem acampa junto de Ti.
Nas tuas mãos de Pai encontrei descanso, Senhor meu Deus.

Quando me encontro contigo, na tua tenda, junto do rio,
Tu dás-me a beber das tuas águas límpidas e frescas.
Que a tua graça e a tua glória inundem o nosso encontro
E que eu saia da Tua presença sempre cheio de esperança.
Nas tuas mãos de Pai encontrei descanso, Senhor meu Deus.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Taizé Adoramus te, o Christe


Via Sacra – segundo São Lucas

ORAÇÃO INICIAL 
Cristo Senhor, único Salvador do mundo, Verdade do Deus Santo,
somos, por graça do teu Espírito,
teus contemporâneos:
a tua paixão, a tua morte e sepultura,
a tua descida vitoriosa ao território da morte,
desenrola-se na nossa presença,
desenvolve-se dentro de cada um de nós.
No teu grito de Filho do Homem abandonado,
prolonga-se o grito das infinitas cruzes
dos homens e das mulheres de todos os tempos.
O túmulo escavado na rocha é este mundo sobre o qual a morte depositou o seu sigilo.
Somos parte do grupo dos homens que sofre sobre a terra,
famintos do pão da esperança,
do evangelho da vida.
Como os Apóstolos no Cenáculo,
e os caminheiros de Emaús,
pedimos-te que repartas, de novo, para nós,
o pão da tua Palavra,
e suscites o ardor do amor em nossos corações,
para que percorrendo
o caminho luminoso da tua cruz,
possamos saborear com o olhar límpido da fé,
a vitória da alegria sobre a angústia,
do amor sobre o ódio, da vida sobre a morte!

Primeira Estação - Jesus no Monte das Oliveiras

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo. 


Narrador: Como de costume, Jesus foi para o Monte das Oliveiras. Os discípulos seguiram também com Ele. Quando chegou ao local, disse-lhes:
Jesus: «Orai, para que não entreis em tentação.»
Narrador: Afastando-se deles, ainda um pouco, pondo-se de joelhos, começou a orar, dizendo:
Jesus: «Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.»

MEDITAÇÃO

Cristo, Fonte de sabedoria, inquieta-nos o teu gesto firme de alargares os braços  para unires os dois extremos dos nossos abismos do desespero e da esperança, quando prostrado por terra, na hora da tentação e do «cálice amargo» te entregas, sem reservas, ao Pai. Impressiona-nos o teu despojamento total, a confiança serena da tua prece.
Reafirmas de novo para nós: «O meu alimento, é fazer a vontade daquele que me enviou, e consumar a sua obra.»
Nas dificuldades da nossa vida, dá-nos, Senhor, a sabedoria da Fé e encoraja o nosso abandono nos braços do Pai.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai Nosso…. 
Cântico

Segunda Estação - Jesus, entregue por Judas, é preso

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo. 


Jesus: Porque dormis? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.
Narrador: Ainda Jesus estava a falar quando surgiu uma multidão de gente. Um dos doze, o chamado Judas, caminhava à frente e aproximou-se de Jesus para o beijar. Jesus disse-lhe: Jesus: «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?» 

MEDITAÇÃO
Cristo, Mestre da vida, amassado de mágoa e de silêncio, a tua voz penetra a escuridão do nosso sono.
Era noite quando Judas te abandonou. Na noite, imergiu prisioneiro de si mesmo.
Foi de noite, entre uma multidão de gente que te cercava com espadas e varapaus, que recebeste o beijo do engano, a surpresa da traição.
É a noite do Filho do Homem, do domínio das trevas. Nessa noite se revelou em ti, o desígnio supremo do amor de Deus, porque «forte como a morte é o amor, implacável como o abismo é a paixão».
Doando-te com infinito amor, aniquilas a tentação, vences o mal.
Ajuda-nos, Senhor, a ser livres, quando entregares à desordem dos desejosos e à mentira nos perdemos e te negamos.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai-Nosso

Cântico

Terceira Estação - Jesus é Negado por Pedro

V Nós te adoramos e bendizemos; ó Jesus.
R Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo. 


Narrador: Pedro seguia Jesus, de longe. Uma das criadas do Sumo Sacerdote, ao vê-lo sentado ao lume, no meio do pátio, fitando-o, disse: «Este também estava com Ele.» Pedro negou-o, dizendo: «Não o conheço, mulher.» Pouco depois, disse outro ao vê-lo: «Tu também és dos tais.» Pedro disse: «Homem, não sou.» Cerca de uma hora mais tarde, um outro afirmou com insistência: «Com certeza este estava com Ele; além disso é Galileu.» Pedro respondeu: «Homem, não sei o que dizes.» E, no mesmo instante, estando ele ainda a falar, cantou um galo. O Senhor fixou os olhos em Pedro; e Pedro recordou-se da palavra do Senhor, quando lhe disse: «Hoje, antes de o galo cantar, irás negar-me três vezes.» E, vindo para fora, chorou amargamente.
 
MEDITAÇÃO

Cristo, Luz da luz, diante da violência e do poder prepotente permaneces só, negado pela lonjura do coração dos teus discípulos e irmãos.
Também Pedro, a pedra que escolheste para edificar a tua Igreja, não sabe dizer o seu amor, dominado pela confusão do seu espírito.
Na hora do medo e da fragilidade, o rosto do pescador inunda-se de lágrimas.
Vemo-lo chorar amargamente a sua incapacidade de compreender o mistério da tua entrega.
Agora, a tua Palavra se faz luz, quando nos fitas com o teu olhar penetrante,  E nos dizes: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me pois, quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa há-de salvá-la.”
Visita-nos, Senhor, com o esplendor da tua luz e dissipa as trevas do nosso coração.Para sabermos viver no fiel cumprimento da tua vontade.

(Breve pausa de silêncio) 

Pai-Nosso 

Cântico

Quarta Estação - Jesus é Condenado pelo Sinédrio

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo. 


Narrador: Quando amanheceu, reuniu-se o Conselho dos anciãos do povo, sumos sacerdotes e doutores da Lei, que o levaram ao seu tribunal. Disseram-lhe: «Declara-nos se Tu és o Messias.» Jesus respondeu-lhes:
Jesus: «Se vo-lo disser, não me acreditareis e, se vos perguntar, não respondereis. Mas doravante, o Filho do Homem vai sentar-se à direita de Deus Todo-Poderoso.
Narrador: Disseram indignados os que o escutavam: «Tu és, então, o Filho de Deus?» Jesus respondeu-lhes»:
Jesus: «Vós o dizeis, Eu sou.» 

MEDITAÇÃO

Cristo, Filho de Deus, os caminhos sinuosos da terra, as razões duvidosas pelas quais se tece a vida silenciam o testemunho verdadeiro da tua Pessoa.
O teu encontro com o Sinédrio, tribunal religioso Judaico, clarifica a vã justiça deste mundo, as injustas opiniões da nossa «praça pública».
Inventam-se condenados na argumentação oca das leis. Prescrevem-se direitos, na falsidade e na injustiça.
Fortalece, Senhor, todos os obreiros da Verdade e dá resistência aos injustamente condenados, aos humildes e mais débeis do nosso tempo.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai Nosso…

Cântico

Quinta Estação - Jesus e Herodes

V. Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T. Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo. 

Narrador: Ao ver Jesus, Herodes ficou extremamente satisfeito, pois havia bastante tempo que o queria ver, devido ao que ouvia dizer dele, esperando que fizesse algum milagre na sua presença. Fez-lhe muitas perguntas, mas Jesus nada respondeu. Herodes, com os seus oficiais, tratou-o com desprezo e, por troça, mandou-o cobrir com uma capa vistosa, enviando-o de novo a Pilatos. Nesse dia, Herodes e Pilatos ficaram amigos, pois eram inimigos um do outro.

MEDITAÇÃO

Cristo, Verdadeira liberdade, a cínica sabedoria de Herodes não destrói a solidez da tua palavra silenciosa, nem faz vacilar a tua espantosa firmeza.
Perturba-o a serenidade frontal do teu rosto, a inocência de todos os teus gestos.
O poder é muitas vezes um labirinto. Perdido na força da sua razão, como conseguiria Herodes compreender a razão do teu amor?
E Tu estavas no mundo, não para condenar, mas para salvar, não para aprisionar, mas para libertar.
A desumanidade das nossas estruturas, a crueldade dos nossos actos, o desprezo pela dignidade de cada homem, são o pecado de Herodes, em cada um de nós. Preserva os nossos passos de todo o pecado, e refaz em nós a inocência perdida.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai Nosso

Cântico

Sexta Estação - Jesus é Julgado por Pilatos

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo. 


Narrador: Os príncipes dos sacerdotes, diante de Pilatos, acusavam Jesus de muitas coisas. Pilatos interrogou-o: «Tu és o rei dos Judeus?» Jesus respondeu-lhe:
Jesus: «Tu o dizes.»
Narrador: Pilatos disse aos sumos sacerdotes, aos chefes do povo e à multidão: «Trouxestes este homem à minha presença como se andasse a revoltar o povo. Interroguei-o diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais.» Todos se puseram a gritar: «Crucifica-o, crucifica-o.» Como insistissem, pedindo para que Jesus fosse crucificado e os seus clamores aumentassem de violência, Pilatos decidiu que se fizesse o que eles pediam e entregou-lhes Jesus.

MEDITAÇÃO

Cristo, Verdade de Deus, foi dramático o teu encontro com Pilatos. Diante da inveja dos sacerdotes, da hostilidade dos chefes e governantes, da multidão histérica e manipulada, Pilatos é um homem de débeis vontades e certezas, iludido pelas amarras dos falsos valores.
Vemo-lo flutuante, demitido das suas responsabilidades pelo imperioso desejo de salvar-se a si mesmo. Quão atroz é o juízo dos dominadores, dos escravos pelos compromisso político, dos que prevalecem na luta dos interesses e negam a Verdade.
Arranca, Senhor, o nosso coração de pedra, para que, diante de qualquer condicionamento humano, sejamos livres da tua liberdade.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai Nosso…
Cântico

Sétima Estação - Jesus e Barrabás

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo.

Narrador: Em cada festa, Pilatos era obrigado a soltar-lhes um preso. Todos se puseram a gritar: «A esse mata-o e solta-nos Barrabás!» Este fora metido na prisão por causa de uma insurreição desencadeada na cidade, e por homicídio. De novo, Pilatos dirigiu-lhes a palavra, querendo libertar Jesus. Mas eles gritavam: «Crucifica-o, crucifica-o!» Pilatos disse-lhes pela terceira vez: «Que mal fez Ele? Nada encontrei nele que mereça a morte.» Mas devido à insistência e violência da multidão, Pilatos decidiu que se fizesse o que pediam e libertou o que fora preso por sedução e homicídio.

MEDITAÇÃO

Cristo, «Filho do Homem», a multidão que te havia aclamado jubilosa na tua entrada em Jerusalém, agora, incitada pela manobra dos amotinadores, grita, alucinada, pela tua morte.
Ousa libertar um condenado de nome Barrabás, que quer dizer «Filho do Pai», para apagar da sua história
o Filho verdadeiro do Deus Santo.
Ritual de crueldade celebrado ao longo da nossa história no comportamento de tantos homens e mulheres
que se deixam submergir pela intriga, pela voz dos malfeitores públicos pela cobiça da vã glória.
Liberta, Senhor, o teu povo da maldade das intenções e das atitudes e fá-lo permanecer e vencer no bem.

(breve pausa de silêncio)

Todos: Pai Nosso…
Cântico

Oitava Estação - Jesus e Simão de Cirene

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo.

Narrador: Quando iam conduzindo Jesus para o Calvário, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atrás de Jesus.

MEDITAÇÃO

Cristo, Benevolência de Deus, silenciosamente, no drama da tua paixão, nos improvisos da tua caminhada,
a doçura de um encontro.
Um estrangeiro toma a tua cruz, imposta pela violência do poder: Simão de Cirene. Não foi teu discípulo, mas com ele partilhaste o teu sofrimento.
Não fez parte do teu grupo de amigos, mas a ele revelaste a dignidade de quem serve.
Não aprendeu na escola do teu apostolado, mas fazendo-se teu companheiro de jornada, vencido o medo de caminhar contigo, o condenado, tornaste-o comparticipante da tua missão salvífica.
São tantos, Senhor, os Cireneus do nosso tempo!
Homens e mulheres, que superando o seu egoísmo em laivos de disponibilidade generosa não cessam de alimentar, vestir e acolher os forasteiros e pobres deste mundo.
Bendito sejas, Senhor, pelos sinais de consolação que na peregrinação desta vida. Tornam mais leve o fardo da cruz.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai-Nosso
Cântico

Nona Estação - Jesus e as Mulheres de Jerusalém

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo.

Narrador: Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes:
Jesus: «Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos; pois virão dias em que se dirá: "Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram." Hão-de, então, dizer aos montes: "Caí sobre nós!" E às colinas: "Cobri-nos!" Porque, se tratam assim a árvore verde, o que não acontecerá à seca?»

MEDITAÇÃO

Cristo, consolador dos aflitos, as filhas de Jerusalém choram por ti, porque a tua cidade amada não conheceu o «caminho da paz».
Lamentam-se diante da tua sorte, e abandonam-se no pranto, na singela e verdadeira pureza dos sentimentos humanos.
Como é sublime no martírio do teu caminho, a presença atenta e consoladora dessas piedosas mulheres, que na inocência do seu coração, elevam para ti a alma e o afecto, sem temerem a fúria da multidão que ridiculariza o teu tormento e a tua entrega!
E Tu és o lenho verde que se deixa queimar, por amor. A tua morte será nascente de vida, para que o lenho seco todos os filhos de mulher refloresça viçoso das lágrimas do arrependimento.
Não permitas, Senhor, que caíamos na arrogância do coração, na presunção da auto-suficiência
Mas concede-nos um coração recto, compassivo diante das misérias humanas.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai-Nosso…
Cântico

Décima Estação - Jesus é Crucificado

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo.

Narrador: Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-no a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia:
Jesus: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.»
Narrador: Depois, deitaram sortes para dividirem entre si as suas vestes. O povo permanecia ali, a observar. Os chefes zombavam dele dizendo: «Salvou os outros, salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o eleito.» Também os soldados troçavam dele: «Se és o rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo.»

MEDITAÇÃO

Cristo, Misericórdia infinita, o teu corpo, suspenso entre a terra e o céu, crucificado, torna-se o sinal das profecias antigas, epifania da tua própria palavra: o servo cresceu diante do Senhor, como um rebento, como raiz em terra árida, sem figura nem beleza. Quando for erguido da terra, atrairei todos a mim.
Na tua cruz, onde é provada a verdade do amor, mediante a verdade do sofrimento, a que não te recusas, podemos compreender o valor da tua entrega, loucura para a razão humana e escândalo para a fé.
Na tua cruz, expressão aparente de derrota humana, podemos reconhecer começo da nossa redenção.
A sombra da tua cruz, em que permaneces de braços estendidos para acolher e de mãos abertas para dar, permite que te reconheçamos como Filho de Deus e possamos proclamar-te nosso Salvador e Redentor.
Diante da tua cruz, fonte da qual brotam rios de água viva, pedimos-te a uma voz: Renova a vida da tua Igreja, torna fecunda a sua missão.
Faz dela semente da esperança do reino que vem, ícone da nova civilização do amor.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: PAI NOSSO...
Cântico

Décima Primeira Estação - Jesus Morre na Cruz

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo.

Narrador: Por volta do meio-dia, as trevas cobriram toda a região até às três horas da tarde.
O sol tinha-se eclipsado e o véu do Templo rasgou-se ao meio. Dando um forte grito, Jesus exclamou:
Jesus: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
Narrador: Dito isto, expirou.

MEDITAÇÃO

Cristo, Senhor da Vida e da Morte, o teu grito de moribundo lacera a espessura das trevas do tempo, comove-nos.
Rejeitado pela terra entregas-te em absoluto abandono nos braços do Pai silencioso.
Vibra em nós o teu grito, Senhor, expressão da nossa humanidade sofredora.
Mas a tua última súplica desvela já para nós o limiar radioso do eterno reino dos viventes.
A tua prece final torna-se o grito de esperança pelo nascimento da nova criação do Homem-novo.
Pela tua Paixão e morte, perdoa o nosso pecado. Renova, pelo teu espírito, a face da terra!

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai Nosso
Cântico

Décima Segunda Estação - Jesus e o Centurião

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo.

Narrador: Ao ver o que se passava, o Centurião deu glória a Deus, dizendo: «Verdadeiramente, este homem era justo!» E toda a multidão que se tinha aglomerado para este espectáculo, vendo o que aconteceu, regressava batendo no peito.

MEDITAÇÃO

Cristo, Justiça de Deus, tudo foi consumado em ti sobre a colina do sacrifício, no espectáculo da tua paixão. Aí o amor vence a palavra a vida destrói as cadeias da morte.
Aí, do íntimo do coração dum homem pagão, ouvimos proclamar a fé em ti.
Homem bem-aventurado, o Centurião, que sem preconceitos e ilusórias defesas, como inesperada testemunha, atesta, solenemente:
Tu és o justo! O Homem verdadeiro, o verdadeiro Filho de Deus!
A tua cruz tornou-se, assim, aliança dum povo novo; teu sangue derramado, a Boa Nova para o mundo inteiro.
De coração contrito, elevamos ao céu a nossa prece: concede-nos, Senhor, pela prontidão e firmeza da fé que sejamos audazes testemunhas do teu reino, quando a dúvida e o medo vêm morar em nós e se tornam vastos os horizontes da morte.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai Nosso…
Cântico

Décima Terceira Estação - Jesus e os Conhecidos Junto à Cruz

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo.

Narrador: Todos os seus conhecidos e as mulheres que o tinham acompanhado desde a Galileia mantinham-se à distância, observando estas coisas.

MEDITAÇÃO

Cristo, Fonte de alegria e salvação, a presença dos teus conhecidos, das mulheres que te acompanham até ao fim sem medo do teu calvário sem vergonha pela tua entrega rebenta o nosso coração de comoção e de respeito.
Conforta-nos tanto ver essa humanidade materna a começar pela presença de Maria, tua mãe, junto de ti, silenciosa, de pé.
Maria, parábola da terra redimida, que acolhe sobre o seu regaço o Redentor do mundo. Maria, o canto das criaturas, que em humildade permanente acolhe com gratidão a benção do céu nas fadigas infinitamente dolorosas das estradas humanas.
Maria, Senhora dos viventes e dos homens feridos, pietá do irmão extraviado e dos filhos mortos!
Acolhe-nos em teu regaço materno e reza connosco e ora por nós a teu Filho: Infunde, Senhor, nos áridos desertos do nosso coração, uma piedade pura, imensa e diligente, nutrida de verdadeira caridade.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: Pai Nosso…
Cântico

Décima Quarta Estação - Jesus é Sepultado

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo.

Narrador: Um membro do Conselho, chamado José, homem recto e justo, não tinha concordado com a decisão nem com o procedimento dos outros. Era natural de Arimateia, cidade da Judeia, e esperava o reino de Deus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Descendo-o da cruz, envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro talhado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado.

MEDITAÇÃO

Cristo, único Salvador do mundo, o sábado do grande repouso acolhe o teu corpo deposto no sepulcro novo. Tudo é silencioso.
O céu permanece na escuridão, impenetrável. Depois do último grito, o coração da noite, a hora das trevas.
No nosso íntimo adormecido, ecoa a meia-voz a tua palavra a segredar-nos o rumo: se o grão de trigo lançado à terra não morrer, ficará só; mas, se morrer, dá muito fruto.
Dizer a vida no corpo de semente parece-nos ilusão, certeza vã. Mas é aí, Senhor, nas profundidades da terra, na alvorada do dia sem declínio que Tu ressurges luminoso e vivo para sempre!
És o Vivente, o sol sem ocaso, o primogénito de todos os ressuscitados que venceu o reino das sombras e dos túmulos!
Silencia o medo dos nossos corações e dá-nos a vida sem fim!

(Breve pausa de silêncio)
Todos: Pai-Nosso

Cântico

Décima Quinta Estação - Jesus e os Discípulos de Emaús

V Nós te adoramos e bendizemos, ó Jesus.
T Que pela tua Santa Cruz salvaste o mundo.

Narrador: Nesse mesmo dia, dois dos discípulos iam a caminho de uma aldeia chamada Emaús. Conversavam entre si sobre tudo o que acontecera. Enquanto conversavam e discutiam, aproximou-se deles o próprio Jesus e ' pôs-se com eles a caminho. Disse-lhe Ele:
Jesus: «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto caminhais?»
Narrador: Os dois discípulos pararam entristecidos. Depois de lhe terem explicado o sucedido, e porque os seus olhos ainda estavam impedidos de o reconhecer, Jesus disse-lhes:
Jesus: «Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para crer em tudo quanto os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?»
Narrador: Começando por Moisés e seguindo por todos os profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, tudo o que lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da aldeia, os dois discípulos insistiram para que permanecesse com eles. Quando estavam à mesa, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lhe. Então os seus olhos abriram-se e reconheceram-no. Imediatamente partiram para Jerusalém a anunciar o acontecido.

MEDITAÇÃO

Cristo, Alimento de Vida Nova, disseram-nos, Senhor, que estavas morto, que o sofrimento emudecera a tua palavra; a terra vira, suspenso na cruz, teu corpo inerte, que a pedra do túmulo te silenciara.
E nas estradas da nossa tristeza e desilusão, ressurges como companheiro de viagem rasgando aos nossos passos os caminhos da alegria e da paz.
Nas encruzilhadas da nossa história, seladas pelos horizontes do medo, o Dom do teu corpo e sangue partilhados; no pão da nossa mesa posta, faz germinar a vida e a esperança.
O Mistério da tua Páscoa, o teu terceiro Dia, inunda o íntimo do nosso mundo, como um fogo, e purifica, renova, acende dentro de nós, a verdade da Fé e a certeza do Amor. É preciso proclamar ao Universo:
o Filho do Homem não está morto, ressuscitou! Vive para sempre!
Permanece connosco!
Ao partirmos o pão em tua memória, faz que nos tornemos o gérmen da humanidade renovada para louvor e glória de Deus Pai.

(Breve pausa de silêncio)

Todos: PAI NOSSO...
Cântico

Oração - No caminho Luminoso da Cruz

DEUS SANTO!

Pai fiel, Senhor da História, meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?
Porque permaneces silencioso e imperscrutável enquanto as trevas incendeiam a tarde?
Vence-me o cansaço e o medo.
Aproxima-se a hora.
O sofrimento devora todo o meu corpo.
O madeiro da cruz aprisiona-me as mãos e os pés.
Desarticulam-se todos os meus ossos.
Possuído pela dor, sinto rasgar-se a carne, desvanecem-me as forças, lava-me o sangue.
Eis-me, Senhor da História,humilhado, ferido, esmagado,suspenso entre a terra e o céu, crucificado, desprezado e abandonado pelos homens como um rebento, como raiz em terra árida sem figura nem beleza, desconsiderado.
Pai, sei que tudo te é compreensível, mas quanto está longe de ti a angústia que me oprime.
Gerado de ti, desde toda a eternidade deste-me existência no tempo e vim ao mundo.
Sou Verbo da tua Palavra criadora e luz verdadeira.
Mas o mundo, não me reconheceu!
Vim, como Caminho, para conduzir todos a ti, como Verdade que liberta, para realizar a tua salvação, e Vida que enche de alegria, para manifestar o teu Amor.
Vim ao encontro dos pobres e atribulados, desvelar o teu rosto e revelar a tua Aliança,derramar sobre todas as suas feridas o óleo da consolação e o vinho da esperança.
Mas o coração dos homens não me recebeu!
Pai, sempre fiel, responde-me Tu.
Como um cordeiro que se imola no altar do sacrifício entrego-me a ti e para ti elevo a minha prece:
purifica todo o pecado deste mundo!
Deus Santo, meu alimento é fazer a tua vontade.
Despojado de mim, na inteireza da minha liberdade, entreguei-me, por amor, diante dos homens.
Mas agora, eles acusam-me como um malfeitor, julgam-me e condenam-me como injusto, renegam-me e dão-me a morte.
«Agora a minha alma está perturbada e que hei-de dizer? Pai, livra-me desta hora?
Mas precisamente para esta hora é que Eu vim.
Pai, manifesta em mim a tua glória.»


DEUS FORTE!

Verdadeiramente justo, Senhor de Misericórdia, tenho sede! É necessário cumprir a tua obra!
Tu a manifestaste com teu braço forte na alvura do tempo quando na noite da História falaste aos Santos Patriarcas.
Anunciaram-na os teus Profetas, esperou-a, perseverante, a Virgem Mulher, a Cheia de Graça.
Proclamou-a já presente no mundo o meu precursor, teu servo.
Sempre a sustiveste em teu regaço benevolente.
Mostra, agora, nela, a tua força! Tem piedade de mim, Senhor!
Zombam de mim, da minha miséria e sofrimento.
Não vês?
Dividem as minhas vestes e tiram-nas à sorte, dão-me de beber fel e vinagre. Porque silencias?
Pai, verdadeiramente justo,sempre manifestei a tua glória,
Glória que Tu me deste, quando estava contigo.
Tomei-a conhecida aos que, do meio do mundo, me entregaste.
Agora, peço-te, escuta o teu filho.
Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade!
Rogo pelos homens, por aqueles que me confiaste e que são teus.
Guarda-os em ti, para que sejam um só, como nós somos.
E assim permaneçam em nós e o mundo creia que me enviaste.
Derrama o teu amor sobre os seus corações,para que vivam no amor e tenham em si a plenitude da minha alegria.
Eu amei-os a todos!
Amei os homens que me deste!
Mas quantos compreenderam o meu amor?
Senhor de Misericórdia, livra-os da tentação e do mal!
No fim do meu caminho, entrego-te este mundo, Senhor, que tu conheces e ao qual me enviaste como aliança da paz e dom da reconciliação.
Confio-te o mundo da fome e da miséria, da guerra e da violência, do egoísmo e vã felicidade, da usura e da indiferença.
O mundo da mentira e da exploração,da injustiça e da intolerância.
Sobre este mundo que se agiganta e se perde e vive alucinado por quimeras de salvação faz repousar
o teu Espírito de sabedoria e de consolação.
É este mundo, que me eleva crucificado no alto da colina de todos os prantos, que confio a ti, no fardo da minha cruz.


DEUS IMORTAL!

Luz da luz, Senhor dos Viventes, nas tuas mãos entrego o meu espírito!
Manifesta-o, agora, ao mundo inteiro, Senhor, para que os pobres possuam o teu reino, sejam saciados os sedentos e famintos, e se alegrem na esperança os que sofrem.
Sim, Pai, acolhe o meu último desejo de amor:
abre os olhos aos cegos, liberta os cativos, dá paz aos oprimidos, proclama o teu Dia sem fim.
Desça do alto a tua Verdade e repouse aqui, onde a fonte e todas as sedes coincidem.
Como pedra rejeitada na construção, pela fúria dos que ousam tirar-me a vida, experimento, exausto, o meu limite.
Olha para mim e responde-me, Senhor, ilumina os meus olhos para que não adormeça na morte e se alegre o inimigo ao julgar-me vencido.
A minha alma suspira por ti, ó Deus!
Porque estou triste? Porque me perturbo?
Pai, Luz da luz, a minha alma espera por ti
seja santificado o teu Nome!
Venha sobre mim a tua bondade.
Senhor dos Viventes, rochedo donde dimana a vida, sinto desprender-se o meu corpo da terra,
enquanto um vento tumultuoso a estremece e rasga.
Conduz-me às tuas águas refrescantes, ao Reino da tua Luz anunciada, e dá-me a vida sem ocaso.
Tudo está consumado! Dá a vida ao mundo, para que pelo teu Espírito a humanidade inteira proclame o teu louvor a tua glória!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Adoração ao Santíssimo - 5ª feira Santa

Introdução 

Vamos iniciar a nossa adoração, fazendo memória dos mistérios vividos ao longo desta Quinta-feira Santa: 

1. O Lava – pés – Serviço 

“Jesus, sabendo que o Pai tudo entregara nas Suas mãos, e que Ele saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, tirou as vestes de cima e, tomando uma toalha, cingiu-Se. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido” (Jo 13, 3-10). 
  • Jesus com o lava-pés transforma as relações de domínio em relações de serviço, supera as ruturas, divisões, cria relações de aliança, de amor invertendo o comportamento egoísta em atitudes altruístas. Aqui está, o verdadeiro sentido da missão de Jesus. Ele veio para servir e não para ser servido. 
  • Peçamos ao Senhor a capacidade de termos a mesma atitude que Ele teve, de acolher, aceitar o outro, a sermos solidários com os mais necessitados, ter gestos concretos de misericórdia, compaixão, perdão, comunhão fraterna. Numa só frase amar até ao fim. 
2. Corpo e Sangue de Jesus - O Pão e Vinho 

“Enquanto comiam, tomou Jesus o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: Tomai, comei. Isto é o meu corpo. Tomou, em seguida, um cálice, deu graças e entregou-lhes dizendo: 

Este é o meu sangue, sangue da aliança, que vai ser derramado por muitos para a remissão dos pecados...” (Mt 26, 26-28; Jo 13, 12). 
  •  Esta passagem apresenta a Instituição da Eucaristia, mostra que Jesus tem plena consciência que a sua morte está próxima. Por este facto entrega aos discípulos o Seu corpo e o Seu sangue ao mesmo tempo que lhe faz o pedido para perpetuarem este mistério em Sua Memória. 
  • Na Eucaristia Jesus faz-se alimento por Amor, entregando-se completamente por cada um de nós. 
  • Pedimos ao Senhor que nos ajuda a celebrar e a viver profundamente o mistério eucarístico no nosso dia-a-dia, sendo alimento e pão partido para todos aqueles que nos rodeiam e a quem somos enviados. 
3. Os Santos óleos – Sacramentos (batismo, unção dos enfermos e crisma) 

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu: enviou-me para levar a Boa-Nova aos que sofrem, para curar os desesperados, para anunciar a libertação aos exilados e a liberdade aos prisioneiros; para proclamar um ano da graça do Senhor, para consolar os tristes” (Is 61, 1-3) 
  • Os três óleos abençoados na liturgia desta manhã, na Sé, exprimem três dimensões essenciais da vida cristã: 
  • O óleo dos catecúmenos - usado no Batismo, indica "o primeiro modo de ser tocado por Cristo e pelo seu Espírito". É sinal de que, não é só nós que procuramos a Deus, mas o próprio Deus vem ao nosso encontro, ao encontro da inquietude do nosso coração. A unção com este óleo marca o início de uma caminhada, de configuração com Cristo que é Amor. 
  • O óleo da Unção dos Enfermos, é a expressão visível de um mandato primordial que Jesus confiou à Igreja: curar o coração ferido da humanidade. A primeira e fundamental cura acontece "no encontro com Cristo, que nos reconcilia com Deus e sara nosso coração despedaçado", mas além disso, "faz parte da missão essencial da Igreja a cura concreta da doença e do sofrimento". 
  • O óleo do Crisma utilizado no sacramento da Crisma e nas Ordens sacras. A liturgia da Missa dos Santos Óleos relaciona o óleo do Crisma às palavras de promessa do profeta Isaías: "Vós sereis chamados 'sacerdotes do Senhor' e tereis o nome de 'ministros do nosso Deus'" (61, 6). 
  • Pedimos ao Senhor por os cristãos de um modo particular pelos doentes, por todos aqueles que se preparam para receberem o sacramento do batismo e do crisma, e de uma maneira especial, apresentamos o nosso Pároco e todos aqueles que exercem na Igreja o Sacerdócio Ministerial. 
4. Preces: 

A Eucaristia é o maior dom do Coração de Cristo. Nela é todo o seu amor que se dá a nós. Peçamos que ouça a nossa prece, dizendo: 
  • Coração de Jesus, ouvi-nos 
1. Coração de Jesus, Vitima dos pecadores, dai-nos a graça duma verdadeira conversão e ajudai-nos a corresponder ao vosso amor. 
  • Coração de Jesus, ouvi-nos 
2. Coração de Jesus, trespassado pela lança, concedei-nos a graça dum coração semelhante ao vosso, cheio de bondade e amor. 
  • Coração de Jesus, ouvi-nos 
3. Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, fazei-nos cada vez mais santos e ajudai-nos a viver só para Vós: 
  • Coração de Jesus, ouvi-nos 
4. Coração de Jesus, fonte de todas as virtudes, enchei-nos da vossa vida e da vossa graça para sermos sal da terra e luz do mundo: 
  • Coração de Jesus, ouvi-nos 
5. Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, fazei-nos crescer no amor para com toda a humanidade construindo paz, justiça e concórdia: 
  • Coração de Jesus, ouvi-nos 
6. Coração de Jesus, que nos convidais a aprender a Vós, fazei-nos verdadeiros discípulos vossos na mansidão e na humildade: 
  • Coração de Jesus, ouvi-nos 
7. Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, aceitai a nossa adoração e fazei-nos rejubilar no vosso amor: 
  • Coração de Jesus, ouvi-nos 

5. Testamento de Jesus - Mandamento do Amor 

“Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” 
  • Unidos num só coração e numa só alma, damos as mãos em sinal de unidade e fraternidade universal e rezamos a oração que o Jesus Nos ensinou. 
6. Salmo do Coração de Barro

Senhor, tens sido para mim e para todos nós
Uma tenda aberta, acolhedora.
Para nós que Te buscamos,
És casa com lareira acesa onde se encontra a paz.

Tu és Deus, desde sempre e para sempre: glória a Ti!
És Deus e das tuas mãos nasceram os montes e os vales.
És Deus e as aves encontram lugar
No teu coração de Pai: Tu és Pai!

Diante de Ti, somos pó,
Somos frágeis como uma folha que leva o vento.
Aceita, Senhor, o nosso coração de barro.
Infunde em nós o Teu alento.

Senhor, mil anos perante os Teus olhos
São como o dia de ontem que passou.
A vida perante o Teu olhar é como o rio que se expande
Peregrino até ao mar, que o acolhe livremente nas suas águas.

Senhor, as nossas vidas são como erva
Que brota pela manhã, ao meio dia reverdece e de noite seca.
A vida, diante dos Teus olhos,
É como uma vela acesa que se vai gastando.

Diante da Tua misericórdia,
Coloco a minha fragilidade humana.
Tem compaixão de nós, que esperamos em Ti,
Dá ao nosso pobre barro a alegria da Tua esperança.

Faz, Senhor, que vivamos com força e pureza a nossa vida.
Não deixes que gastemos mal na busca do nosso caminho.
Mantém as nossas lâmpadas acesas na noite
À tua espera, quer venhas tarde ou cedo, como amigo.

Ensina-me, Senhor, a contar os nossos anos, os nossos dias.
Enche o nosso coração da Tua sabedoria e ternura,
Permanece ao nosso lado, fortalece os nossos passos vacilantes
E não deixes sem resposta que Te procura com sinceridade.

Nesta noite, pedirmos-te que nos sacies com o Teu amor.
Faz que exultemos e cantemos toda a nossa vida.
Faz que os nossos olhos saibam olhar para o alto.
Que o cansaço e a dor não nos impeçam de orar.

Devolve a alegria ao nosso coração que Te ama.
Que as tuas maravilhas se manifestem nos teus servos.
Que a tua doçura seja abundante connosco.
Faz que aspiremos à vida eterna do Teu Reino.

Confirma com o Teu Espírito as nossas vidas.
Marca com o teu amor o nosso pobre barro.
Sê oleiro do homem, Sê forjador de quem busca,
Deixa pegadas profundas no nosso coração humano.

Toma o nosso barro nas Tua mãos, Senhor,
Modela-o, faz um vaso novo.
Desperta as nossas ilusões e inquietações.
Transforma-as com o teu rosto límpido e o Teu coração amável. 








quarta-feira, 27 de março de 2013

Pensamento...


"Que a vontade de Deus seja a nossa força e o seu cumprimento a nossa alegria". 


(Beata Maria do Divino Coração)

Evocação das maravilhas do Senhor


2 Suba até Deus a minha voz e clame, *
suba a minha voz até Deus, que me há-de ouvir.
 3 No dia da minha tribulação recorri ao Senhor, *
de noite, sem desfalecer ergui as minhas mãos. †
A minha alma estava inconsolável.
 4 Queria lembrar-me de Deus e soltava gemidos, *
queria meditar e faltava-me o ânimo.

 5 Não deixei que minhas pálpebras se fechassem; *
fiquei perturbado,sem conseguir dizer palavra.
 6 Pensei nos dias de outrora, *
queria recordar os anos distantes.
 7 Passei a noite a dialogar com o meu coração, *
queria meditar e o meu espírito perguntava:

8 Continuará o Senhor para sempre ausente *
e não mais voltará a ter compaixão?
 9 Acaso se esgotou de vez a sua misericórdia *
e foi revogada a promessa de geração em geração?
10 Ter-se-á Deus esquecido da sua bondade, *
ou terá fechado com ira o seu coração?

11 E eu respondo: «O que me faz sofrer *
é que tenha mudado a dextra do Altíssimo».
12 Recordarei os feitos gloriosos do Senhor, *
quero recordar os antigos prodígios.
13 Quero lembrar todas as vossas façanhas *
e meditar nas vossas obras.

14 Ó Deus, santos são os vossos caminhos. *
Que divindade tão grande como o Senhor?
15 Vós sois o Deus que realiza maravilhas, *
que manifestou entre as nações o seu poder.
16 Resgatastes o vosso povo com o vosso braço, *
os filhos de Jacob e de José.

17 Viram-Vos as águas, Senhor, *
viram-Vos as águas e tremeram; †
até os abismos estremeciam.
18 As nuvens desfizeram-se em água, *
ressoaram as profundezas do céu, †
cruzavam-se as vossas setas.
19 Como o rodar dum carro era o fragor do vosso trovão, *
os relâmpagos iluminaram o universo, †
a terra vacilou e tremeu.

20 Abristes o caminho através do mar, *
uma rota no fundo das águas, †
e ninguém descobriu os vossos vestígios.
21 Conduzistes o vosso povo como rebanho, *
pela mão de Moisés e Aarão.

terça-feira, 26 de março de 2013

Pensamento...

"O Senhor é meu Pastor, nada me pode faltar! " 



(Salmo 23)

Acção de graças pelos benefícios da terra


2 A Vós, ó Deus, é devido louvor em Sião, *
a Vós se cumprem os votos em Jerusalém.
 3 A Vós que atendeis as preces *

acorre todo o homem por causa da sua iniquidade.
 4 Oprime-nos o peso das nossas faltas, *
e Vós no-las perdoais.

 5 Feliz daquele que escolheis e chamais, *
para habitar em vossos átrios.
Seremos saciados dos bens da vossa casa, *
da santidade do vosso tabernáculo.
 6 Vós nos ouvis com prodígios de justiça,
 ó Deus, nosso Salvador, *
esperança dos confins da terra e dos mares distantes.

 7 Dais firmeza às montanhas com o vosso poder, *
revestido de omnipotência.
 8 Acalmais o frémito dos mares, *
a fúria das ondas e o tumulto das nações.
 9 Com os vossos prodígios, atemorizais os povos distantes *
e do Oriente ao Ocidente fazeis brotar a alegria.

10 Visitastes a terra e a regastes,*
enchendo-a de fertilidade.
As fontes do céu transbordam em água *
e fazeis brotar o trigo. †
Assim preparais a terra.
11 Regais os seus sulcos e aplanais as leivas, *
Vós a inundais de chuva e abençoais as sementes.

12 Coroastes o ano com os vossos benefícios, *
por onde passastes brotou a abundância.
13 Vicejam as pastagens do deserto *
e os outeiros vestem-se de festa.
14 Os prados cobrem-se de rebanhos *
e os vales enchem-se de trigo. †
Tudo canta e grita de alegria.

(Salmo 64 (65))

segunda-feira, 25 de março de 2013

Salmo 85 (86)


1 Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e atendei-me, *
porque sou pobre e desvalido.
2 Defendei a minha vida, pois Vos sou fiel, *
salvai o vosso servo, que em Vós confia, ó meu Deus.

3 Tende piedade de mim, Senhor, *
que a Vós clamo todo o dia.
4 Alegrai a alma do vosso servo, *
porque a Vós, Senhor, elevo a minha alma.

5 Vós, Senhor, sois bom e indulgente, *
cheio de misericórdia para com todos os que Vos invocam.
6 Ouvi, Senhor, a minha oração, *
atendei a voz da minha súplica.

7 No dia da minha aflição por Vós clamo, *
porque sei que me escutais.
8 Não tendes igual entre os deuses, Senhor, *
nada há que se compare às vossas obras.

9 Todos os povos que criastes virão adorar-Vos, Senhor, *
e glorificar o vosso nome,
10 porque Vós sois grande e operais maravilhas, *
Vós sois o único Deus.

11 Ensinai-me, Senhor, o vosso caminho, *
para que eu ande na vossa presença.
Concentrai todo o meu coração *
no temor do vosso nome.

Louvar-Vos-ei de todo o coração, Senhor meu Deus, *
e glorificarei o vosso nome para sempre,
13 porque tem sido grande a vossa misericórdia para comigo *
e livrastes a minha alma das profundezas do abismo.

14 Meu Deus, os soberbos levantam-se contra mim, *
a multidão furiosa atenta contra a minha vida †
e não Vos tem presente diante dos olhos.
15 Mas Vós, Senhor, sois um Deus bondoso e compassivo, *
paciente e cheio de misericórdia e fidelidade.

16 Voltai para mim os vossos olhos *
e tende piedade de mim.
Dai força ao vosso servo, *
salvai o filho da vossa escrava.

17 Dai-me um sinal da vossa benevolência, *
para que os meus inimigos, cheios de vergonha,
vejam que Vós, Senhor, me socorrestes
e me consolastes.

(Salmo 85 (86))

Pensamento


"A melhor forma de vencer as dificuldades é agradecê-las a Deus". 


(Beata Maria do Divino Coração)

Sede de Deus


2 Como suspira o veado pelas correntes das águas, *
assim minha alma suspira por Vós, Senhor.
 3 Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: *
Quando irei contemplar a face de Deus?

 4 Dia e noite as lágrimas são o meu pão, *
enquanto me repetem todo o dia: †
«Onde está o teu Deus?».

 5 A minha alma estremece ao recordar, *
quando passava em cortejo para o templo do Senhor,
entre as vozes de louvor e de alegria *
da multidão em festa.

 6 Porque estás triste, minha alma, e desfaleces? *
Espera em Deus: ainda O hei-de louvar, †
meu Salvador e meu Deus.

 7 A minha alma está desolada: *
no vale do Jordão e do Hermon e no pequeno monte †
me lembro de Vós.
 8 Abismo atrai abismo no fragor das águas revoltas; *
vossas torrentes e vagas passaram sobre mim.

 9 De dia mande-me o Senhor a sua graça, *
de noite canto e rezo ao Deus da minha vida.

10 Digo a Deus: Sois o meu protector, †
porque Vos esqueceis de mim? *
Porque hei-de andar triste sob a opressão do inimigo?
11 Quebram-se meus ossos quando os inimigos me insultam, *
ao repetirem todo o dia: †
«Onde está o teu Deus?».

 Porque estás triste, minha alma, e desfaleces? *
Espera em Deus: ainda O hei-de louvar, †
meu Salvador e meu Deus.

(salmo 41)

domingo, 24 de março de 2013

LITURGIA DO DOMINGO DE RAMOS 2013


Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa.
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marca o fim daquilo que Jerusalém representava para o Antigo Testamento e assinala o início da nova Jerusalém,
a Igreja, que se estenderá por todo o mundo
como um sinal universal da futura redenção.

Na Igreja primitiva a celebração desse domingo focalizava aspectos diferentes:
Em Roma, o tema central era a Paixão do Senhor;
em Jerusalém, era a Entrada triunfal de Jesus, destacando a Procissão dos ramos.
Atualmente, as duas tradições se integram numa única celebração.
- Por isso, a celebração começa com o rito da bênção dos ramos,
a leitura da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e a procissão.
- Termina com a celebração da Eucaristia, com a proclamação da Paixão.

+ Na 1ª PARTE, nos unimos ao Povo de Jerusalém,

que aclama alegre e feliz: "Hosana ao Filho de Davi".
- O Povo estende seus mantos a Jesus que passa, montado num burrinho,

e com entusiasmo o saúda com ramos nas mãos.
- Os fariseus reclamam dessa agitação "exagerada".
- E Jesus responde: "Se eles se calarem, as pedras gritarão..."
* É a entrada do "Príncipe da Paz",

que esconde os trágicos acontecimentos da paixão.

A 2ª PARTE nos introduz na SEMANA SANTA.

A 1ª Leitura apresenta a Missão do "Servo Sofredor",
que testemunhou no meio dos povos a Palavra da Salvação.
Apesar do sofrimento e da perseguição,
o Profeta confiou em Deus e realizou o Plano de Deus. (Is 50,4-7)
* Os primeiros cristãos viram nesse "Servo" a figura de Jesus.

O Salmo tem grande importância: é mencionado por Cristo na Cruz:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"

A 2ª Leitura é um HINO, que apresenta o "despojamento" de Jesus.
Humilhou-se até a morte de cruz como o Servo de Javé,
mas foi glorificado como Filho de Deus na Ressurreição. (Fl 2,6-11)

O Evangelho convida-nos a contemplar a PAIXÃO e Morte de Jesus,
segundo a narrativa de Lucas. (Lc 22, 1-49)
O Sentido da Paixão e Morte de Jesus:
A morte de Jesus deve ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. 
Desde cedo, Jesus percebeu que o Pai o chamava a uma missão:
Anunciar a Boa Nova aos pobres e pôr em liberdade os oprimidos.
Para concretizar este projeto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina,
"fazendo o bem" e anunciando um mundo novo de vida, de liberdade,
de paz e de amor para todos.
- Ensinou que Deus era amor e não excluía ninguém, nem os pecadores;
ensinou que os pobres e os marginalizados eram os preferidos de Deus.
- Avisou os “ricos” e os poderosos, de que o egoísmo e o orgulho,
só podiam conduzir à morte.
- O projeto libertador de Jesus entrou em choque com as autoridades,
que se sentiram incomodadas com a denúncia de Jesus:
não estavam dispostas a renunciar poder, influência, domínio, privilégios.
Por isso, prenderam Jesus, julgaram-no, condenaram-no e pregaram-no na cruz. 
A morte de Jesus é a consequência do anúncio do Reino
que provocou tensões e resistências.

DADOS EXCLUSIVOS DE LUCAS:

- Só Lucas põe Jesus dizendo: "fazei isto em memória de mim".
Não é apenas repetir as palavras de Jesus sobre o Pão e o Vinho,
mas também a entrega de Jesus, a doação da vida por Amor.
- Apresenta a discussão sobre quem era o "maior".
Jesus avisa que o "maior" é aquele que serve.
Apresenta seu exemplo e convoca os discípulos a fazerem o mesmo.
- No Jardim das Oliveiras, acentua a fragilidade humana de Jesus.
Fala do anjo, do suor de sangue e da submissão total ao projeto do Pai.
- Aparece a Bondade e a Misericórdia de Deus em gestos concretos:
. Cura do guarda ferido por Pedro...
. As Palavras na Cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".
. Ao Bom Ladrão: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso".
. Preocupa-se com as mulheres que choram sua morte:
"Chorai antes... sobre vós... e sobre vossos filhos".
- Simão de Cirene carrega a cruz "atrás de Jesus".
Modelo do Discípulo, que toma a cruz de Jesus e o segue no seu caminho...

Celebrar a Paixão e Morte de Jesus
é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil...
Por amor, ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites,
experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai;
e, estendido no chão, esmagado contra a terra, traído, abandonado, incompreendido, continuou a amar.

Contemplar a Cruz onde se manifesta o amor de Jesus:
- Significa assumir a mesma atitude de amor, de entrega e
solidarizar-se com os que continuam sendo crucificados...
- Significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo...
- Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens.
- Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor...
- Somos convidados a começar a Semana Santa, com um novo ardor...
Que o grito de alegria de hoje, não se converta em "crucifica-o", na sexta feira.
Que os ramos, que são brotos novos de propósitos santos,
não murchem nas mãos e se convertam em ramos secos.
Caminhemos até a Páscoa com amor.

Levamos hoje para casa RAMOS BENTOS,
como lembrança dessa celebração.
Não devem ser vistos como algo folclórico,
como amuletos da sorte ou de proteção contra os perigos,
mas algo sagrado, que levamos para casa
como um SINAL visível do compromisso assumido
de seguir Jesus no caminho ao Pai.

A presença dos ramos em nossos lares deve ser uma lembrança
de que hoje aclamamos a Jesus, como nosso Rei,
e que desejamos aclamá-lo durante toda a nossa vida, como nosso Salvador.
Realizamos hoje a coleta da Campanha da Fraternidade 2013. Faça sua oferta!

(Fonte: B.N. Aguas)

Postado por Sérgio J. Souza

http://transfiguracaodejesus.blogspot.pt/2013/03/liturgia-do-domingo-de-ramos-2013.html#

Perdoa...


Perdoa Senhor o nosso dia,
A ausência de gestos corajosos,
A fraqueza de actos consentidos,
A vida e os momentos mal amados.

Perdoa o espaço que Te não demos,
perdoa porque não nos libertámos,
 perdoa as correntes que pusemos
Em Ti, Senhor porque não ousámos.

Contudo faz-nos sentir,
perdoar é esquecer a antiga guerra
e, partindo, recomeçar de novo
como o sol que sempre beija a terra.

Cristo Sofreu...


Cristo sofreu por nós, *
deixando-nos o exemplo, †
para que sigamos os seus passos.

Ele não cometeu pecado algum *
e na sua boca não se encontrou mentira.
Insultado, não pagava com injúrias; †
maltratado, não respondia com ameaças. *

Mas entregava-Se Àquele que julga com justiça.
Suportou os nossos pecados no seu corpo, *
sobre o madeiro da cruz,
a fim de que,mortos para o pecado, vivamos para a justiça. *
Pelas suas chagas fomos curados.

(1 Pedro 2, 21-24)

Salmo 22 (23) O Bom Pastor


O Senhor é meu pastor: nada me falta. *
 Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes *
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas, *
por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, *
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo: †
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

Para mim preparais a mesa, *
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça *
e meu cálice transborda.

Abondade e a graça hão-de acompanhar-me, *
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor, *
para todo o sempre.

sábado, 23 de março de 2013

Salmo 50(51)





Compadecei-vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,*
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade *
e purificai-me de todas as faltas

Porque eu reconheço os meus pecados *
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós, *
e fiz o mal diante dos vossos olhos.

Assim é justa a vossa sentença *
e recto o vosso julgamento.
Porque eu nasci na culpa *
e minha mãe concebeu-me em pecado.

Amais a sinceridade de coração *
e fazeis-me conhecer a sabedoria no íntimo da alma.
Aspergi-me o hissope e ficarei puro *
lavai-me e ficarei mais branco do que a neve.

Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, *
e estremeçam meus ossos que triturastes.
Desviai o vosso rosto das minhas faltas *
e purificai-me de todos os meus pecados.

Criai em mim, ó Deus, um coração puro, *
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença *
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação *
e sustentai-me com espírito generoso.
Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos *
e os transviados hão-de voltar para Vós.

Ó Deus, meu Salvador, livrai-me do sangue derramado *
e a minha língua proclamará a vossa justiça.
Abri, Senhor, os meus lábios *
e a minha boca anunciará o vosso louvor.

Não é do sacrifício que vos agradais *
e, se eu oferecer um holocausto, não o aceitareis.
Sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido: *
não desprezareis, Senhor, um espírito humilhado e contrito.

Pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, *
reconstruí os muros de Jerusalém.
Então Vos agradareis dos sacrifícios devidos, †
oblações e holocaustos, *
então serão oferecidas vítimas sobre o vosso altar.










quinta-feira, 21 de março de 2013

Parábola - A Carroça


Uma das grandes preocupações do meu pai, quando era pequeno, era fazer-me compreender o quanto a cortesia é importante na vida. Por várias vezes percebi o quanto lhe desagradava o hábito que certas pessoas têm de interromper quando alguém está a falar. Eu incidia muitas vezes nesse erro. E, embora visivelmente aborrecido, ele nunca ralhou comigo, o que me surpreendia bastante.
Certa manhã, bem cedo, convidou-me para ir ao bosque para ouvir o cantar dos pássaros. Concordei, com grande alegria, e lá fomos nós humedecendo o nosso calçado com o orvalho da relva. Ele deteve-se numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou:
- Estás a ouvir alguma coisa além do canto dos pássaros?
Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:
- Estou a ouvir o barulho de uma carroça que deve estar a descer pela estrada.
- Isso mesmo... É uma carroça vazia...
De onde estávamos não era possível ver a estrada e eu perguntei admirado:
- Como podes saber que está vazia?
- É muito fácil saber. Sabes por quê?
- Não! - respondi intrigado.
O meu pai pôs as mãos nos meus ombros, olhou bem no fundo dos meus olhos, e explicou:
- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar.
Tornei-me adulto e, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente as conversas, ou quando eu, por distracção  me vejo prestes a fazer o mesmo, ouço a voz de meu pai que, na clareira do bosque, me ensinou: ''Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz..''

[AUTOR DESCONHECIDO]


quarta-feira, 20 de março de 2013

Parábola - À DESCOBERTA DE UM SENTIDO!...


 Ver Deus, face a face!

"Ana era uma mulher sábia, meditativa, que respeitava Deus com grande reverência. A sua felicidade consistia em ver Deus face a face; e ficou radiante quando, uma vez, meditando sobre a Palavra de Deus, sentiu Deus tomar a iniciativa e sugerir-lhe:
- Ana, queres olhar para mim e ver-me?
- Senhor, tem sido esse o sonho de toda a minha vida - respondeu ela quase sem acreditar que o que estava a acontecer era verdade.
 - Pois, vem, sobe ao Monte Sinai e ver-me-ás, longe de tudo e de todos.
Depois de terminar a sua oração, Ana saiu do espaço sagrado e começou a pensar se, de facto, o diálogo com Deus teria sido verdade ou não teria passado de um sonho.
No entanto, foi pensando o que deveria oferecer a Deus aquando do seu encontro.
"Qual será a oferta agradável aos olhos de Deus? Um colar de pérolas? Um cordão em ouro? Um carro do futuro? Não. Já sei. Primeiro vou ter de me vestir bem. Antes de mais, vou comprar os sapatos de marca mais cara, o chapéu mais bonito e uma blusa e uma saia de marca."
Ana ainda andou uns tempos até descobrir a melhor roupa de marca. A seguir, decidiu procurar as coisas mais inéditas para oferecer a Deus. Assim, foi visitar selvas e bosques, descobrindo algumas plantas especiais que guardou para oferecer a Deus. Na selva, encontrou também alguns animais para oferecer a Deus. Procurou ainda produtos feitos pelo homem para oferecer a Deus: cadeiras voadoras, casas portáteis e armas com balas de paz. Quando resolveu finalmente subir o Sinai, Ana teve que arranjar três enormes camiões TIR para levar todas as suas ofertas a Deus.
Ao chegar ao cimo da montanha, com toda a sua carga, Ana chamou por Deus:
- Deus, cheguei. Estou aqui. Onde estás, ó Deus?
Mas o enorme barulho produzido pelos motores dos camiões abafava a sua voz e ela teve de repetir o chamamento muitas vezes, até que gritava mais do que falava.
Já quase a perder a paciência, finalmente ouviu a voz de Deus:
- Que barulho é esse?
- Não é barulho. São os camiões que trouxe carregados de ofertas para ti.
- O quê? Coisas do mundo? Não te ouço, nem te vejo. Manda parar esse barulho infernal.
Ana mandou desligar os motores dos camiões.
- Já está. Agora quero ver-te, Senhor.
- Vejo enormes camiões entre ti e mim. Se os camiões não forem embora, não consigo ver-te.
- Mas são ofertas para ti!
- Essas ofertas estão a impedir que Eu te veja e que tu me vejas a mim.
Meia desapontada, Ana enviou os camiões para as terras da Palestina, para poder ver o Senhor.
De repente, vê uma sarça a arder e ouve uma voz que diz:
- Não te aproximes. Tira primeiro os sapatos porque esta terra é sagrada. Depois, tira o chapéu para Eu ver a tua face (Ex. 3, 1-10).
- O quê? Senhor, comprei os melhores sapatos e o chapéu mais bonito para te ver.
Ana nem queria acreditar. Tinha tido um trabalho imenso para encontrar prendas para Deus. E Ele mandou os camiões descerem o monte. Tinha tido tanto trabalho para comprar os sapatos e o chapéu: os sapatos mais caros e o chapéu mais bonito que tinha encontrado!
Ana, não quero o que tu tens. Eu quero o que tu és. Não quero ver o que tu tens. Quero ver o que tu és. Muitos homens vivem dependentes do que têm e não do que são. Não quero o ser humano afogado em produtos, sufocado com montanhas de material supérfluo que não deixam respirar o ar humano da vida. Quero ver a tua face. Quero ver o teu coração. Quero ver a tua alma.
De repente, uns raios apareceram por entre as nuvens e iluminaram a face de Ana, e ela viu Deus. Foi um encontro face a face. Ana sentiu uma felicidade transcendente, espiritual, superior, divina e infinita.
De seguida, ouviu a voz de Deus:
- Ana, agora que me viste, agora que alcançaste a máxima felicidade, vai, anuncia o bem ao povo de Israel, ao povo da Palestina, aos povos de todo o mundo. Porque Eu não quero guerra, Eu não quero escravidão. Eu quero paz, amor, felicidade. Eu sou o Deus da Paz. Eu sou o Deus do Amor. Ana desceu a montanha e anunciou a serenidade, a reconciliação, a libertação entre todos os povos. À medida que os povos iam conhecendo Deus, entendiam-se, viviam em paz e faziam tudo o que podiam para outros povos poderem também viver na paz de Deus".

 (autor desconhecido)




- Quais são as prendas que tenho que deixar para conseguir ver Deus cara a cara? Que tenho que fazer para me encontrar verdadeiramente com o Deus Amor?