sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ZENIT - O significado da "Quaresma" para o Papa Bento XVI

ZENIT - O significado da "Quaresma" para o Papa Bento XVI

I Domingo da Quaresma

Tempo da Quaresma

Quaresma 2012: Mensagem de Bento XVI

Quaresma


Tempo de:





Eis-me aqui, Senhor, envia-me!




Senhor, Tu me deste a missão de anunciar
As maravilhas que teu Filho nos revelou.
Tu sabes que sou frágil
E que não posso ser Profeta de teu Reino
Se não purificares meus lábios com a brasa ardente de teu amor.
Vejo multidões de crianças e jovens que me confiastes,
Todos precisando ouvir tua mensagem de esperança.
Que meus lábios, meu coração e minha vida anunciem
As maravilhas que podem tornar as pessoas felizes!
Dá-me o dom da ciência e da piedade.
Sem o conhecimento da fé, sem uma vida íntegra,
Não poderei ser Apóstolo, não poderei falar de Ti aos outros.
Que teu Espírito Santo penetre, agora e sempre,
Em minha vida, e eu seja dócil à sua graça!
Este mesmo Espírito acompanhe minhas palavras
E fecunde os corações de todos que estiverem sob meus cuidados.

Quedate en Mi

Gabriela Rocha - Viver Pra Ti, Jesus ♫

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Força da Oração






Senhor, ensina-nos a orar
A fazer silêncio interior
Senhor, ensina-nos a caminhar
Nas tuas sendas de amor.

A tua voz melodiosa faz ecoar
O louvor, de todo o coração
Os lábios não cessam de cantar
Hinos de paz, amor e gratidão.

A fé é dom de Deus, recebido
E aquele que te segue, Senhor,
Aberto à tua acção, convertido
Na vida revela o teu ardor.

Dá-me sabedoria na oração
Que nunca o deixe, jamais
Viva em harmonia e comunhão
E te siga sempre aonde vais.

Filsilrei

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quarta-Feira de Cinzas

Sou Jovem...




“Sou jovem. E que conhecimento tenho eu da vida?
Jovem que procura palmo a palmo...
Jovem que bebe gota a gota a vida,
pelos caminhos, sem caminho e sem descanso.

Sou jovem e quero amar.
Sou jovem e quero deixar o sol do meu carinho derramado
nos olhos e nos lábios sempre abertos
de cada jovem que passa triste e só ao meu lado.
Sou jovem e procuro a luz da verdade
para os meus olhos que não podem ser vendados.
Busco a verdade de “uma razão para viver”
que a cada passo ilumine o meu caminho.
A verdade que rompa as trevas densas da noite
que me rodeiam sem saber. Até quando?

Sou jovem. Quero ser livre
como a água da nascente, saltando
a caminho do mar que vive sem fronteiras
e no seu cantar gosta de brincar com as ondas.

Sou Jovem e digo à vida: Quero ser viver,
quero ser eu mesmo, quero ser Tu, quero ser Mão
aberta e amiga que oferece
ao irmão o pão quente e a água fresca.

Quero ser jovem. Viver a vida,
sem medos, sem derrotismos, sem estragos;
viver a vida, amando tudo quanto vive
com este coração que é Teu porque me foi dado.

Eu sei que Tu, Jesus de Nazaré, morreste Jovem.
Eu sei que por falares a verdade, sem receberes aplausos,
fizeram da Tua vida, cruz levantada
abrindo um horizonte de luz e de esperança na noite.

Tu que és a Vida. Tu que triunfas da morte
volta de novo e habita-me, pois é tempo de contágio.
Sou Jovem, Jesus e quero viver
e dizer-te, meu amigo, que a minha mão está na Tua.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pai Nosso dos Consagrados




Pai nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome:

Pelas almas consagras,
Pelos que dedicam a sua vida ao serviço dos outros:
Pelos sacerdotes, religiosos e religiosas,
Pelos missionários e missionárias.

Venha a nosso o vosso reino

Através de uma virgindade alegre,
De uma pobreza libertadora
E de uma obediência responsável.

Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu:

Na nossa vida de comunidade, de apostolado e de oração;
Na nossa vida orientada para o amor sem limites.

O Pão-nosso de cada dia nos dai hoje:

Ao ensinar os pobres e ao servir os doentes,
Ao acolher a todos,
Dai-nos hoje o pão do vosso amor e generosidade
Para podermos servir em toda a nossa vida.

Perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos ofende

Como perdoaram tantos religiosos perseguidos,
Como perdoam os cristãos da Igreja do silêncio,
Como perdoaram tantos missionários martirizados,
Perdoai-nos e ensinai-nos a perdoar de coração.

Não nos deixeis cair em tentação:

A tentação da comodidade e de busca do superficial,
Da desilusão e da resistência à vossa chamada.

Mas livrai-nos do mal:

Que a vossa mão de Pai
Nos livre sempre do mal.



Oração de abandono



Pai, eu me abandono a Ti.
Faz de mim o que quiseres.
Por tudo o que fizeres de mim, eu Te agradeço. Estou disposto a tudo,
Aceito tudo,
Contando que a tua vontade seja feita em mim
E em todas as tuas criaturas. Nada mais desejo, meu Deus.
Ponho a minha alma nas tuas mãos,
Entrego-me a Ti, meu Deus
Com todo o ardor do meu coração
Porque Te amo.
E é para mim uma necessidade de amor,
dar-me, entregar-me nas tuas mãos, sem medida,
com infinita confiança,
porque Tu és o meu Pai.

Quaresma - 1º domingo - oração

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Ven, Señor Jesús [Hermana Glenda]

Oração: “Jesus não tem mãos”


Oração: “Jesus não tem mãos”

Jesus não tem mãos.
Tem apenas as nossas mãos para construir
Um mundo onde habite a justiça.

Jesus não tem pés.
Tem apenas os nossos pés
Para pôr em marcha a liberdade e o amor.

Jesus não tem lábios.
Tem apenas a nossa acção
Para lograr que todos os homens sejam irmãos.

Jesus, nós somos o teu evangelho,
O único evangelho que a gente pode ler,
Se as nossas vidas são obras e palavras eficazes.

Jesus, dá-me a tua musculatura moral
Para desenvolver os nossos talentos
E fazer bem todas as coisas.


Adoração & Adoradores - Tudo Que Sou

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma de 2012


Mensagem de Bento XVI para a Quaresma de 2012

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (Heb 10, 24)

Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspetos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.

«Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspetos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.
O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspeto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.

«Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.
O facto de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspetiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e omnipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).

«Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.
Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspetiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica
Vaticano, 3 de novembro de 2011
Benedictus PP. XVI

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A língua e os dentes




O abade de um mosteiro estava à beira da morte. Um dos seus monges, que lhe tinha grande devoção, sentado à beira do seu leito, questionava o mestre:
- Não teria o senhor algum segredo de santidade e vida para me ensinar?
O abade, com dificuldade e sinceridade, abriu a boca e ordenou ao jovem monge que olhasse lá para dentro.
O monge achou que o abade estava a delirar. “Coitado, pensou, deve estar surdo ou já não compreende o sentido das palavras.”
Então, repetiu, falando alto o bem próximo do ouvido mestre:
- Eu perguntei-lhe se não tinha nenhum segredo de santidade e vida para me ensinar.
- Então, filho – respondeu o agonizante -, estou a pedir-te que olhes para dentro da minha boca
- e abriu  a boca para o pobre monge.
- O que estás a ver dentro, meu filho?
- Não vejo nada, mestre!
- Tens a certeza, meu filho? Olha com mais atenção. Não estás a ver a minha língua?
- Ah, sim, vejo a sua língua...
- E que mais?
- Não vejo mais nada.
- Tens a certeza? E os meus dentes, consegues vê-los?
“Coitado!, pensou o monge está mesmo a delirar.”

- Mestre, há muitos anos que o senhor já não tem dentes...
- Então, filho, presta atenção a este ensinamento: a língua é feita de carne e músculos, aliás, músculos muito frágeis.
Os dentes são estruturas mineralizadas, muito fortes, mas que se acabam e caem primeiro, porque são duros. A língua é mole e flexível. Ela aprende a adaptar-se... mas é firme naquilo de que precisa. Assim também, meu filho, a pessoa que tem o coração duro, diante dos problemas da vida, é a primeira a cair.
Aprende a ser flexível diante de Deus. Ele quer dar-te um coração de carne, e não um coração de pedra, mineralizado como os dentes...

Padre Léo, scj in Vida Consagrada

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A VIDA É ...

A VIDA É …


A vida é um dom.
Acolhe-a, agradece-a.
A vida é um caminho que às vezes passa por ribanceiras.
Segue a luz do Evangelho.
A vida é um mistério
Contempla-a a partir do coração de Cristo.
A vida é uma semente que cresce, é uma árvore que dá fruto.
Enraíza-a no coração de Jesus.
A vida tem tempos de cruz.
Olha para Cristo crucificado acompanhando-te.
A vida é ocasião para receber amor e sabedoria.
Abre o coração para que delas fique cheio.
A vida é plenitude.
Deixa que Deus te coloque onde Ele quiser
para que assim se cumpra a Sua vontade.

A vida é para ser entregue.
Contagia-a, oferece-a, faz que transborde.
A vida vive-se dia a dia.
Tece-a com fé e generosidade.
A vida é uma fonte de graça que sai generosamente de Deus.
Não cortes o fio das Suas misericórdias.
A vida é ...



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SI ME FALTA EL AMOR.wmv

Prece do Deus Irmão


Jesus, meu irmão e meu Deus,
Que te fizeste Deus connosco
E para nós,
Dá-nos a tua humildade
Para eu ser nada diante de Ti,
Do Pai, do teu Espírito Santo
E dos meus irmãos.

Concede-nos a graça
De continuar a servir-Te
No serviço que me confiate
E faz-me fiel a esta vocação eternamente.

Ensina-me a amar toda toda a gente,
Sobretudo aqueles
De quem gosto menos.

Infunde no meu espírito
Aquela paz-ciência, que me sossega nas contrariedades,
para que eu diga com propriedade:
faça-se a tua vontade.

Acompanha sempre os meus familiares,
E aqueles que tanto amo…

Ajuda-me a louvar o teu Pai
por todas as Criaturas
E abençoa a obra das minhas mãos. Amén