sábado, 25 de dezembro de 2010

À DESCOBERTA DE UM SENTIDO!...

Ver Deus, face a face!
"Ana era uma mulher sábia, meditativa, que respeitava Deus com grande reverência. A sua felicidade consistia em ver Deus face a face; e ficou radiante quando, uma vez, meditando sobre a Palavra de Deus, sentiu Deus tomar a iniciativa e sugerir-lhe:
            - Ana, queres olhar para mim e ver-me?
            - Senhor, tem sido esse o sonho de toda a minha vida - respondeu ela quase sem acreditar que o que estava a acontecer era verdade.
            - Pois, vem, sobe ao Monte Sinai e ver-me-ás, longe de tudo e de todos.
Depois de terminar a sua oração, Ana saiu do espaço sagrado e começou a pensar se, de facto, o diálogo com Deus teria sido verdade ou não teria passado de um sonho.
No entanto, foi pensando o que deveria oferecer a Deus aquando do seu encontro.
"Qual será a oferta agradável aos olhos de Deus? Um colar de pérolas? Um cordão em ouro? Um carro do futuro? Não. Já sei. Primeiro vou ter de me vestir bem. Antes de mais, vou comprar os sapatos de marca mais cara, o chapéu mais bonito e uma blusa e uma saia de marca."
Ana ainda andou uns tempos até descobrir a melhor roupa de marca. A seguir, decidiu procurar as coisas mais inéditas para oferecer a Deus. Assim, foi visitar selvas e bosques, descobrindo algumas plantas especiais que guardou para oferecer a Deus. Na selva, encontrou também alguns animais para oferecer a Deus. Procurou ainda produtos feitos pelo homem para oferecer a Deus::: cadeiras voadoras, casas portáteis e armas com balas de paz. Quando resolveu finalmente subir o Sinai, Ana teve que arranjar três enormes camiões TIR para levar todas as suas ofertas a Deus.
Ao chegar ao cimo da montanha, com toda a sua carga, Ana chamou por Deus:
            - Deus, cheguei. Estou aqui. Onde estás, ó Deus?
            Mas o enorme barulho produzido pelos motores dos camiões abafava a sua voz e ela teve de repetir o chamamento muitas vezes, até que gritava mais do que falava.
            Já quase a perder a paciência, finalmente ouviu a voz de Deus:
            - Que barulho é esse?
            - Não é barulho. São os camiões que trouxe carregados de ofertas para ti.
            - O quê? Coisas do mundo? Não te ouço, nem te vejo. Manda parar esse barulho infernal.
            Ana mandou desligar os motores dos camiões.
            - Já está. Agora quero ver-te, Senhor.
            - Vejo enormes camiões entre ti e mim. Se os camiões não forem embora, não consigo ver-te.
            - Mas são ofertas para ti!
            - Essas ofertas estão a impedir que Eu te veja e que tu me vejas a mim.
Meia desapontada, Ana enviou os camiões para as terras da Palestina, para poder ver o Senhor.
De repente, vê uma sarça a arder e ouve uma voz que diz:
- Não te aproximes. Tira primeiro os sapatos porque esta terra é sagrada. Depois, tira o chapéu para Eu ver a tua face (Ex. 3, 1-10).
- O quê? Senhor, comprei os melhores sapatos e o chapéu mais bonito para te ver.
Ana nem queria acreditar. Tinha tido um trabalho imenso para encontrar prendas para Deus. E Ele mandou os camiões descerem o monte. Tinha tido tanto trabalho para comprar os sapatos e o chapéu: os sapatos mais caros e o chapéu mais bonito que tinha encontrado!
- Ana, não quero o que tu tens. Eu quero o que tu és. Não quero ver o que tu tens. Quero ver o que tu és. Muitos homens vivem dependentes do que têm e não do que são. Não quero o ser humano afogado em produtos, sufocado com montanhas de material supérfluo que não deixam respirar o ar humano da vida. Quero ver a tua face. Quero ver o teu coração. Quero ver a tua alma.
De repente, uns raios apareceram por entre as nuvens e iluminaram a face de Ana, e ela viu Deus. Foi um encontro face a face. Ana sentiu uma felicidade transcendente, espiritual, superior, divina e infinita.
De seguida, ouviu a voz de Deus:
- Ana, agora que me viste, agora que alcançaste a máxima felicidade, vai, anuncia o bem ao povo de Israel, ao povo da Palestina, aos povos de todo o mundo. Porque Eu não quero guerra, Eu não quero escravidão. Eu quero paz, amor, felicidade. Eu sou o Deus da Paz. Eu sou o Deus do Amor.
Ana desceu a montanha e anunciou a serenidade, a reconciliação, a libertação entre todos os povos. À medida que os povos iam conhecendo Deus, entendiam-se, viviam em paz e faziam tudo o que podiam para outros povos poderem também viver na paz de Deus"

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Oração Missionária de Maria

Que Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe,
Senhora da Anunciação e da Saudação, vele por nós,
Nos molde no seu jeito maternal e evangelizador,
E abençoe os nossos trabalhos e propósitos.

Senhora da Anunciação,
Que corres ligeira sobre os montes,
Vela por nós, fica à nossa beira.
É bom ter a esperança como companheira.
Contigo rezamos ao Senhor:
Dá-nos, Senhor, um coração sensível e fraterno,
Capaz de escutar e de recomeçar.
Mantém-nos reunidos, Senhor,
À volta do Pão e da Palavra.
Ajuda-nos a discernir
Os rumos a seguir,
Nos caminhos sinuosos deste tempo,
Por Ti semeado e por Ti redimido.
Ensina-nos a tornar a tua Igreja toda missionária,
E a fazer de cada paróquia, que é a Igreja
A residir no meio das casas dos teus filhos e filhas,
Numa Casa grande, aberta e feliz,
Átrio de fraternidade,
De onde se possa sempre ver o Céu,
E o céu nos possa sempre ver a nós.

(da carta Pastora dos Bispos Portugueses, 2010)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

8 de Dezembro dia da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria



“Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo.”



O “Sim” de Maria é um verdadeiro exemplo de atitude que todo ser humano deve ter diante de Deus.

Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria. Este dogma, solenemente promulgado em 1854, proclama que a Mãe de Deus, “no primeiro instante de sua concepção, por um privilégio especial, e tendo em vista os méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, foi preservada de toda mácula do pecado original”.



Neste dia comemoramos solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os Santos. Esta verdade reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos Padres e Doutores da Igreja oriental ao exaltar a grandeza de Maria, Mãe de Deus, tinham usado de expressões como: cheia de graças, lírio da inocência, mais pura que os anjos. A Igreja ocidental que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Foi o franciscano Duns Scoto no séc. XIII, quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois era Maria destinada a ser mãe do seu Filho. Isso era possível para a Omnipotência de Deus, portanto, Deus, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo. Graças a Deus, rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria no seio de sua mãe Sant'Ana foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina de Labouré, pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Nesta aparição ficou conhecida como Nossa Senhora das Graças (Medalha Milagrosa), cuja festa é comemorada em 27 de novembro. E quatro anos depois que a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma em 1854: "Maria isenta do pecado original". A própria Virgem na sua aparição em Lourdes, confirmou a definição dogmática e fé do povo dizendo para Santa Bernadete e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".

Virgem Imaculada...rogai por nós!


                                                                Imaculada Conceição


de Nossa Senhora

Irrompa nova alegria,
ressoem cantos de amor:
da velha Ana no seio
palpita a Mãe do Senhor.

Maria, glória do mundo,
de graça é plena e de luz:
por culpa alguma atingida
serás a Mãe de Jesus.

Nascemos todos
manchados pela culpa original:
somente tu e teu Filho
sois livres de todo mal.

Davi, num só arremesso,
derruba o gigante ao chão:
teu “Sim” atinge na fronte
a causa da perdição.

Ó pomba suave e humilde,
brilhante mais do que o sol:
da paz nos trazes o ramo,
voando em pleno arrebol.

Louvor e honra ao Deus trino,
que tanto e tanto te amou,
pois antes já do pecado
da culpa te preservou!