sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O PAI-NOSSO “DE ASSIS”


 
Pai que olhas por igual todos os teus filhos, és nosso Pai, de todos, dos quatro mil milhões de pessoas que povoam a terra, seja qual for a nossa idade, cor ou lugar de nascimento.

Estás nos céus e na terra e em cada homem, nos humildes e nos que sofrem.

Santificado seja o vosso nome nos corações pacíficos de todos,  homens e mulheres, crianças e velhos, daqui e dali.

Venha o teu reino, o da paz, o do amor, o da justiça, o da verdade, o da liberdade.

Faça-se a tua vontade, sempre e em todas as nações e povos.  No céu, na terra.
Que os teus planos de paz não sejam destroçados pelos homens violentos, pelos tiranos.

Dá-nos o pão de cada dia, que está amassado com paz, com justiça, com amor.
E afasta de nós o pão da tirania e do ódio que alimenta rancores e divisão.

 Dá-no-lo hoje, porque amanhã pode ser tarde. Os mísseis estão a apontar e quem sabe algum louco queira disparar.

Perdoa-nos, não como nós podemos perdoar, mas como tu perdoas, sem ressentimentos, sem rancores ocultos.

Não nos deixes cair em tentação de olhar com desconfiança para o que está à nossa frente, de esquecermos os nossos irmãos necessitados, de acumular o que outros necessitam, de viver bem à custa dos demais.

Livra-nos do mal que nos ameaça. Dos egoísmos dos poderosos, da morte que produzem a fome, as guerras e as armas. Porque somos muitos, Pai, os que queremos viver em paz e construir a paz para todos.

 

Proclamado em Assis, no primeiro encontro mundial das Religiões



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